Fumaça das queimadas parte de São Paulo em direção ao RJ e MG

O número de focos de incêndio no Pantanal bateu recorde para um mês apenas nos primeiros 16 dias de setembro

  • Por Jovem Pan
  • 19/09/2020 21h28
ReutersNuvens de fumaça durante um incêndio em uma área da floresta amazônica perto de Humaitá, Estado do Amazonas

A fumaça gerada nas queimadas do Pantanal, Amazônia e Bolívia está a caminho do Rio de Janeiro e Minas Gerais, após atingir a cidade de São Paulo e o interior do Estado neste sábado, 19. Agora, a tendência é que a qualidade do ar na região sudeste piore, o que pode provocar problemas respiratórios na população, além da ocorrência de chuva preta, de acordo com a MetSul Mereorologia. O número de focos de incêndio no Pantanal bateu recorde para um mês apenas nos primeiros 16 dias de setembro. Além disso, nos últimos dias, a Bolívia voltou a enfrentar grandes queimadas, o que representa mais uma fonte de carbono negro na atmosfera.

A fumaça já está contribuindo para piorar a qualidade do ar em alguns pontos da região metropolitana paulista. De acordo com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), foram registrados hoje alertas laranja e vermelho, que sinalizam qualidades de ar ruim e muito ruim, respectivamente. A MetSul Meteorologia prevê ainda a possibilidade de ocorrência de chuva preta na capital e no interior paulista e em alguns locais do Mato Grosso do Sul até o início da semana. O mesmo fenômeno aconteceu em agosto do ano passado, quando nuvens escuras típicas de um dia de tempestade, com redução de luminosidade, provocaram a sensação de que a noite tinha chegado mais cedo do que habitualmente. Neste caso, a chuva preta foi causada por incêndios na Bolívia e na região amazônica.

Presidente da República, Jair Bolsonaro está sendo questionado quanto a sua gestão na preservação do meio ambiente. O chefe do Executivo, inclusive, chegou a sofrer com os efeitos das queimadas, quando seu voo para Sinop, no Mato Grosso, precisou arremeter por causa das fumaças provocadas pelos incêndios. O mandatário, no entanto, já rebateu os críticos diversas vezes, minimizando o problema.

*Com informações do Estadão Conteúdo