Funcionários dos Correios suspendem greve

  • Por Jovem Pan
  • 18/09/2019 10h58
Elza Fiúza/Agência BrasilSuspensão dura até a data do julgamento do dissídio, prevista para 2 de outubro

Os funcionários dos Correios decidiram, em assembleia realizada nesta terça-feira (17), suspender a greve geral instalada em todo o país no último dia 10. De acordo com a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares), a decisão foi tomada em conjunto com o Tribunal Superior do Trabalho (TST), que propôs aos trabalhadores a prorrogação do atual acordo coletivo da categoria até a data do julgamento do dissídio.

A paralisação, no entanto, não terminou. Segundo a Fentect, está mantido o chamado “estado de greve” até o julgamento do dissídio coletivo, marcado para acontecer no dia 2 de outubro. “Neste momento, com a negociação já ajuizada e sem garantias de novos acordos até a data do julgamento, é necessário manter o diálogo e intensificar os movimentos e atos públicos na defesa dos Correios e na luta contra a privatização. Portanto, a Fentect orienta que os sindicatos se mantenham alerta e continuem a mobilizar contra a venda dos Correios e contra a tentativa de retirada de direitos da classe trabalhadora”, diz, em nota, o órgão.

Antes do acordo, no entanto,o ministro do TST, Maurício Godinho Delgado, já havia determinado que 70% dos funcionários da empresa voltassem ao trabalho.

Relembre

Com a paralisação, a categoria tem como objetivo preservar os salários dos funcionários, que, segundo a Findect (Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios), correm risco de serem reduzidos “radicalmente”, assim como os benefícios. Outra reivindicação é não vender a estatal, que foi incluída no plano de programa de privatizações do governo de Jair Bolsonaro (PSL) recentemente.

Para a Fentect, a greve já começou a ter resultados. “Com essa gigantesca mobilização nacional e com a repercussão da greve, conseguiram fazer a direção dos Correios e Governo Federal recuarem da intransigência assumida nas negociações, mas ainda há muito a ser feito”, afirma.