Gilmar Mendes quer que Janot seja impedido de entrar no STF e perca porte de armas

Solicitações foram feitas após uma entrevista revelar que Janot teve intenção de matar Gilmar e depois se suicidar

  • Por Jovem Pan
  • 27/09/2019 15h52 - Atualizado em 27/09/2019 18h10
Rosinei Coutinho/SCO/STFPedido de Gilmar foi feito ao ministro Alexandre de Moraes em inquérito que apura ofensas aos ministros da Corte

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes pediu nesta sexta-feira (27) que o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot seja impedido de entrar no tribunal e tenha o seu porte de armas retirado.

As solicitações foram feitas após uma entrevista revelar que Janot teve intenção de matar Gilmar e depois se suicidar.

Janot afirmou nesta quinta-feira (26) em entrevista aos jornais O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo e à revista Veja que foi armado a uma sessão do STF com a intenção de matar Gilmar a tiros após o ministro ter difundido “uma história mentirosa” sobre sua filha. “Isso me tirou do sério”, disse Janot.

O pedido de Gilmar foi feito ao ministro Alexandre de Moraes em inquérito que apura ofensas aos ministros da Corte. O documento é sigiloso porque a investigação corre em segredo. Não há previsão de prazo para decisão por parte de Moraes, que analisa o pedido.

Todos os integrantes do Ministério Público Federal têm direito a porte de armas. De acordo com a lei orgânica do Ministério Público, o procurador aposentado mantém as prerrogativas do procurador em atividade. Logo, mesmo aposentado, Janot mantém o direito ao porte de arma.

De acordo com a assessoria do Supremo, Gilmar Mendes enviou um ofício a Alexandre de Moraes “requerendo a adoção de medidas de segurança diante das declarações do ex-procurador geral da República Rodrigo Janot”. O inquérito tramita sob sigilo no STF.

A Polícia Federal informou que “não fornece informações pessoais, por vedação da Lei de Acesso à Informação”

O STF proíbe a entrada de pessoas portando qualquer tipo de arma, mas autoridades que ingressam nas instalações do tribunal – como parlamentares, governadores e procuradores-gerais da República – não passam por detectores de metais, já que utilizam um acesso restrito, diferente daquele usado pelo público comum.

*Com informações do Estadão Conteúdo