Governo de São Paulo prorroga fase de transição até 15 de julho

Etapa prevê o funcionamento de serviços entre 6h e 21h com 40% da capacidade total; é a terceira vez que o relaxamento de regras do Plano São Paulo é adiado

  • Por Jovem Pan
  • 23/06/2021 13h10 - Atualizado em 23/06/2021 16h00
DANILO M YOSHIOKA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO - 23/06/2021A fase de transição prevê o funcionamento de serviços entre 6h e 21h com 40% da capacidade total

O governo do Estado de São Paulo prorrogou, nesta quarta-feira, 23, a fase de transição do Plano São Paulo, sem nenhuma alteração, até o dia 15 de julho. A etapa prevê o funcionamento de atividades comerciais entre 6h e 21h com 40% da capacidade total. Fica mantido o toque de recolher das 21h às 5h. Segundo o governador de São Paulo, João Doria, a prorrogação da fase de transição, que estava prevista para ser encerrada em 30 de junho, acontece em virtude dos altos número de casos, internações e óbitos pela Covid-19 no Estado. Essa é a terceira vez na qual a etapa é prorrogada no Estado. No começo de maio, o governo projetou a ampliação do horário de funcionamento de serviços para o começo de junho, mas essa previsão foi adiada para o dia 14 após piora nos índices de contaminação e, depois, para o dia 30 de junho.

O coordenador do Centro de Contingência da Covid-19, Paulo Menezes, afirmou que, apesar do índice de casos por 100 mil habitantes ter subido 18% na última semana, a taxa de ocupação de UTI, também por 100 mil habitantes, passou de 82% para 78%. De acordo com Menezes, os dados são resultado da vacinação. Atualmente, idosos com 60 ou mais correspondem a 15% do total de contaminações. Os adultos de 40 a 59 anos contribuem com mais de um terço (35%) do total de casos. Nesta quarta, a taxa de ocupação dos leitos de UTI está em 78,9% no Estado e em 74,7% na Grande São Paulo. Quanto ao número de internados, 10.597 estão em UTI e 11.748 estão em enfermaria — entre casos confirmados e suspeitos.

São Paulo supera meta de cobertura vacinal em idosos

Em relação à vacinação, que foi interrompida na capital por falta de imunizantes, o governador afirmou que doses extras da CoronaVac foram entregues para que a campanha fosse retomada na cidade. O Estado espera a entrega de lotes da vacina da Pfizer ainda nesta quarta-feira pelo Ministério da Saúde. De acordo com a coordenadora geral do Programa Estadual de Imunização, Regiane de Paula, o Estado superou a meta de cobertura vacinal em idosos. São Paulo atingiu a meta de 90% de cobertura vacinal completa em toda a população com mais de 70 anos. A cobertura deverá crescer entre o final de junho e agosto, quando a segunda dose da vacina de Oxford/AstraZeneca começará a ser aplicada.

Durante a coletiva de imprensa, o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, anunciou a chegada seis mil litros de IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo) vindos da China. A entrega já foi aprovada pela China e deve vir ao Estado no próximo sábado. A quantidade será suficiente para a produção de 10 milhões de doses, que devem ser entregues ao governo federal até o dia 30 de junho. “É possível que em julho e agosto possamos receber 24 mil litros. Com isso, nós recuperaremos o cronograma de adiantamento. Ou seja, podemos finalizar o contrato com o Ministério da Saúde em agosto. A nossa data limite para a entrega das 100 milhões de doses era para setembro. Assim, entraremos imediatamente no fornecimento de vacinas adicionais a São Paulo até o limite de 30 milhões”, explicou Dimas. O Estado de São Paulo já aplicou a 22.646.719 doses de imunizantes. De primeira dose foram 16.605.796 aplicações. De segunda, 6.040.923.

Tabela de cobertura vacinal no Estado de São Paulo