Governo federal pretende conceder aeroportos regionais na Amazônia

De acordo com o secretário de Parcerias em Transportes, do Programa de Parceria de Investimentos (PPI), Thiago Caldeira, a iniciativa será uma das primeiras concessões patrocinadas do governo

  • Por Jovem Pan
  • 23/09/2020 16h48
Governo estuda fazer aeroportos na região da Amazônia

Durante o evento ‘Amazônia + 21 – Infraestrutura e o desenvolvimento sustentável’, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira (23), o secretário de Parcerias em Transportes do Programa de Parceria de Investimentos (PPI), Thiago Caldeira, informou que o governo federal pretende conceder, de forma patrocinada, aeroportos regionais na Amazônia. Segundo ele, o projeto vai ser qualificado na carteira do PPI em novembro e será uma das primeiras concessões patrocinadas do governo federal. “Vai ser qualificada na reunião de novembro a concessão de aeroportos regionais na Amazônia, está planejada como uma das primeiras concessões patrocinadas do governo federal”, disse.

Diferente de uma concessão comum, a patrocinada envolve uma contraprestação financeira do parceiro público, além da cobrança de tarifa pelo parceiro privado. Na avaliação do secretário, o plano para esses aeroportos “demonstra a importância que o governo federal dá para a Amazônia e para a integração”. Caldeira não especificou quais seriam os terminais que serão concedidos, ou quando isso irá acontecer. O secretário comentou ainda que há estudos para avaliar um aumento de capacidade da Hidrovia do Madeira, importante via de transporte localizada no Corredor Logístico Norte. Segundo Caldeira, uma das formas para efetivar esse plano seria uma “possível concessão” da hidrovia.

“Também já está em estudo uma avaliação de pré-viabilidade para se pensar quais são os serviços necessários para ter uma maior capacidade da Hidrovia do Madeira, inclusive para se pensar uma possível concessão da hidrovia. Tem poucos casos pelo mundo a concessão de hidrovia, tem que ser avaliado quais são as possibilidades”, disse Caldeira.

*Com Estadão Conteúdo