Holiday sobre agressão em manifestação de São Paulo: ‘Ato lamentável, mas bem isolado’

Vereador disse que um dos agressores de membro do MBL foi detido; segundo ele, tumulto começou com assessores do deputado estadual Douglas Garcia (PSL-SP)

  • Por Jovem Pan
  • 30/06/2019 17h40 - Atualizado em 30/06/2019 18h31
Reprodução/InstagramFernando Holiday esteve no carro do Movimento Brasil Livre (MBL) no protesto deste domingo (30) na Avenida Paulista

O vereador Fernando Holiday (DEM-SP) disse em entrevista à Jovem Pan neste domingo (30) que a agressão sofrida por alguns dos integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL) durante a manifestação pró-Lava Jato na Avenida Paulista, em São Paulo, foi um “ato lamentável, mas bem isolado.” Ele ressaltou que a maior parte da manifestação ocorreu “na maior pacificação” e lembrou que essa é a bandeira que o MBL defende.

De acordo com o vereador, alguns membros do movimento Direita São Paulo, “particularmente do assessores do deputado estadual Douglas Garcia (PSL-SP)”, agrediram simpatizantes do MBL, mas foram rapidamente impedidos pela Polícia Militar (PM). Holiday disse que um dos agressores chegou a ser detido e que algumas das vítimas registraram boletim de ocorrência.

“Esse ato isolado infelizmente causou tumulto na manifestação. É lamentável, não consigo entender. Isso não conta com o apoio do movimento. Sempre defendemos manifestações pacíficas”, comentou o vereador.

Apoio do MBL

Questionado sobre a ausência de movimentos como o MBL e o Vem Pra Rua em outros atos anteriores em apoio às pautas do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL), Holiday disse que desta vez  a”bandeira foi bem específica e clara”. Ele também afirmou que o momento é adequado, visto que a “Operação Lava Jato vem sofrendo diversos ataques e que o legado da operação estava em risco”. Por isso, ele considera que a união neste dia era muito importante.

O vereador declarou, ainda, que o MBL “não confia na credibilidade” das mensagens atribuídas ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, já que elas podem ter sido adulteradas. Segundo ele, “tudo indica que a origem desses vazamentos é absolutamente criminosa por meio do hackeamento dos celulares de procuradores e do ministro”, disse. “A gente repudia esse ato de invasão de privacidade”, finalizou.