Jovem morta após receber ajuda era filha única e se casaria em janeiro

Mariana Bazza, de 19 anos, foi assassinada após aceitar ajuda de homem para trocar pneu do carro, em Bariri

  • Por Jovem Pan
  • 26/09/2019 18h07
Reprodução/FacebookJefferson e Mariana namoravam havia dois anos e pretendiam se casar e morar juntos em janeiro, em Santos, onde ele trabalha na Marinha do Brasil

No início da tarde desta quinta-feira (26), ocorreu o sepultamento e o velório da universitária Mariana Forti Bazza, de 19 anos, assassinada depois de aceitar ajuda de um estranho para trocar um pneu do carro, em Bariri, interior de São Paulo. Familiares e amigos que estavam presentes descreveram a jovem como uma pessoa amorosa, cheia de planos e de bem com a vida.

“Ela era voluntariosa e simpática ao mesmo tempo, uma menina alegre, vaidosa e cheia de vida. Ela tinha um coração muito bom, ajudava a todos, não via maldade nas pessoas”, disse Jessylen Vianna, irmã do namorado de Mariana, Jefferson Vianna.

Ela conta que os dois namoravam havia dois anos e pretendiam se casar e morar juntos em janeiro, em Santos, onde ele trabalha na Marinha do Brasil. Em texto publicado no Facebook, Jefferson escreveu sobre a última conversa que teve com a jovem e afirmou que “jamais vai esquecer que a ama”.

A amiga Patrícia Fernandes, que frequentava a mesma academia de ginástica, disse que Mariana era uma pessoa amável. “Estava sempre sorrindo, parece que não tinha tempo ruim. Até chorei quando acharam o corpo. Podia ter acontecido comigo, com alguém da família. Foi uma coisa brutal, inexplicável.”

Um amigo da família contou que os pais estão arrasados, pois Mariana era filha única. “São pessoas de família tradicional, muito religiosa, e eles viviam em função dessa menina”, afirmou, pedindo para não ser identificado.

Enquanto aguardava a liberação do corpo, na quarta-feira (25), a mãe dela, Marlene Aparecida Forti Bazza, falou com jornalistas e fez um desabafo: “Minha filha era única, minha filha era linda, amada. Perdi o chão, perdi tudo, ele tirou o bem mais precioso que eu tinha. Ele acabou também com a minha vida.”

A mãe contou que, enquanto acompanhava as buscas, já pressentia que algo de ruim tinha acontecido com Mariana. “Mas meu marido é uma pessoa de muita fé. Ele acreditava que ela pudesse estar bem. Eu tentei me controlar, ter esperança. Agora, quero que esse assassino fique preso até o fim da vida dele.”

Comoção

Na cidade de 35 mil habitantes, a morte de Mariana causou comoção. O prefeito Francisco Leoni Neto (PSDB) decretou luto oficial por três dias no município. A academia Cross, onde a jovem fazia ginástica, não abriu na quinta-feira “em razão de luto”. Funcionários foram dispensados para acompanhar o velório da jovem.

No Centro Universitário Sagrado Coração (Unisagrado), em Bauru, onde Mariana cursava o segundo ano de fisioterapia, as aulas foram suspensas e foi celebrada uma missa, na noite de quarta, em que houve apelos contra a violência.

Crime

Conforme a Polícia Civil, Mariana foi encontrada amordaçada, com as mãos amarradas atrás do corpo e um ferimento na boca, mas estava vestida. Os peritos pediram exame residual para apurar se houve violência sexual. Na quarta-feira, durante audiência de custódia no Fórum de Jaú, o suspeito do crime alegou inocência e chorou durante o interrogatório. O juiz decidiu mantê-lo na prisão.

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) de Araraquara, onde a necropsia foi realizada, ainda não ficou pronto, mas análise preliminar indicou sinais de estrangulamento.

* Com informações do Estadão Conteúdo