Jovem picado por naja é preso por suspeita de crime ambiental no DF

A prisão tem validade de cinco dias e pode ser prorrogada pelo mesmo tempo

  • Por Jovem Pan
  • 29/07/2020 09h56
Segundo investigações, Pedro criava a naja em casa e teria também outros animais sem autorização do Ibama

O estudante de veterinária Pedro Henrique Krambeck, de 22 anos, que foi picado por uma cobra naja no início do mês de julho, foi preso temporariamente pela Polícia Civil do Distrito Federal nesta quarta-feira (29). O jovem, além de suspeito de crime ambiental, pode ter tentado atrapalhar as investigações ao destruir provas. A prisão tem validade de cinco dias e pode ser prorrogada para mais cinco. A decisão faz parte da Operação Snake, a que investiga um esquema de tráfico internacional de animais exóticos.

Segundo investigações, Pedro criava a naja em casa e teria também outros animais sem autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Após ser picado pela cobra, ele ficou em coma e recebeu alta dia 13 de julho. Três dias depois, no dia 16 de julho, o estudante foi multado pelo Ibama em R$ 81,3 mil por manter animais exóticos em locais inapropriados, sem autorização e sob maus-tratos.

Na última semana, um amigo de Pedro também foi preso. Gabriel Ribeiro de Moura, de 24 anos, foi detido por suposta tentativa de ocultar provas. Ele teria sido o responsável por esconder as serpentes do colega. A naja responsável pela picada foi encontrada um dia depois dentro de uma caixa nas proximidades de um shopping no Lago Sul. Na mesma semana, 16 cobras foram encontradas em um haras em Planaltina.