Jungmann rebate postura da viúva de Marielle em apelo à OEA

  • Por Jovem Pan
  • 07/08/2018 18h55 - Atualizado em 07/08/2018 19h16
ALEXANDRE BRUM/ESTADÃO CONTEÚDOViúva de Marielle Franco, Mônica Benício afirma que tem recebido inúmeras ameaças pelas redes sociais

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, rebateu a postura adotada pela viúva da ex-vereadora do PSOL, Marielle Franco. Mônica Benício afirmou que estaria sofrendo ameaças e perseguições. Por isso, pediu ajuda à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Em entrevista exclusiva à Jovem Pan, Jungmann disse que a viúva poderia ter buscado ajuda do governo federal. “É um direito dela. Mas poderia pedir isso à Polícia, como já fechou um acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, se não me engano. Nós do governo federal, por meio da Polícia Federal, também estaríamos dispostos a assegurar a segurança dela”, disse o ministro.

Jungmann enfatizou ainda ser lamentável que a viúva de Marielle se sinta nessa situação de insegurança. “Estamos dispostos a atendê-la se formos procurados”, completou.

Por conta do episódio, a OEA solicitou que o Brasil adotasse medidas cautelares de proteção à Mônica. Na última segunda-feira (6), a viúva da ex-vereadora do PSOL prestou depoimento na Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro. Na saída, ela revelou que o apelo à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) foi para cobrar justiça, visto que o crime está há 146 dias sem solução.

Questionado sobre o andamento das investigações do caso pela reportagem da Jovem Pan, o ministro da Segurança Pública enfatizou que a morte da vereadora é complexa, inclusive, segundo ele, tem sido utilizado muitos artifícios tecnológicos na apuração do crime.

“A morte de Marielle envolve muitos interesses. Mas não dá para avançarmos em detalhes porque não podemos prejudicar as investigações. Gostaríamos de ter os envolvidos presos, sobretudo os mandantes”, destacou.

A ex-vereadora do PSOL, Marielle Franco, foi assassinada na região central do Rio de Janeiro, no dia 14 de março, junto com o motorista, Anderson Gomes.

*Com informações do repórter Matheus Meirelles