Justiça libera acesso da defesa de Lula às mensagens da Operação Spoofing

Determinação havia sido feita pelo ministro Ricardo Lewandowski em 28 de dezembro; após ser negada pelo responsável anterior pela 10ª Vara Federal, advogados acionaram o STF

  • Por Jovem Pan
  • 05/01/2021 17h20
Estadão ConteúdoLula é acusado de ter recebido vantagens indevidas do Grupo Odebrecht

Após determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, a Justiça Federal de Brasília liberou, nesta terça-feira, 5, o acesso da defesa do ex-presidente Lula às mensagens apreendidas pela Operação Spoofing, da Polícia Federal. A decisão foi tomada pelo juiz Gabriel Zago Capanema Vianna de Paiva, novo responsável pelo plantão da 10ª Vara Federal de Brasília. Esta é a operação que investiga o vazamento de mensagens entre o ex-juiz Sergio Moro e procuradores da Lava Jato, que foram divulgadas pelo site The Intercept. O acesso às mensagens foi determinado por Lewandowski em 28 de dezembro. A defesa de Lula solicitou então que o conteúdo fosse entregue, mas o responsável anterior pela 10ª Vara Federal, o juiz Waldemar Cláudio de Carvalho, negou a requisição, sob o argumento de que esse tipo de pedido não poderia ser apreciado durante o recesso judiciário. A defesa voltou a acionar o STF, e Lewandowski oficiou novamente a primeira instância da Justiça Federal para afirmar que sua decisão era expressa, devendo ser cumprida de imediato.

O juiz Gabriel Zago Capanema Vianna de Paiva oficiou a Divisão de Contrainteligência da Diretoria de Inteligência da Polícia Federal para que entregue o conteúdo pedido pelos advogados de Lula, nos termos da decisão do ministro do Supremo. Waldemar Carvalho deve, ainda, ser intimado. Parte das mensagens da Operação Spoofing, relativas a conversas entre Moro e integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato, foi publicada por veículos de imprensa. Lula é acusado de ter recebido vantagens indevidas do Grupo Odebrecht, como um imóvel em São Paulo para utilização do Instituto Lula e um apartamento em São Bernardo do Campo (SP). Considerando que os arquivos envolvem terceiras pessoas, as informações contidas no material deverão permanecer sob rigoroso sigilo.

* Com informações da Agência Brasil