Um dia após prisão, Justiça solta fundador da Ricardo Electro

As investigações indicam que aproximadamente R$ 400 milhões em impostos foram sonegados em 5 anos pela empresa de Ricardo Nunes

  • Por Jovem Pan
  • 09/07/2020 18h17
UARLEN VALÉRIO/O TEMPO/ESTADÃO CONTEÚDOO empresário foi preso nesta quarta em São Paulo, e nesta manhã prestou depoimento no Ministério Pública de MG

Um dia após ser preso por sonegação fiscal e lavagem de dinheiro, o fundador da rede Ricardo Eletro, Ricardo Nunes, foi solto pela Justiça nesta quinta-feira, 9. Mais cedo, Ricardo prestou depoimento no Ministério Público de Minas Gerais sobre as investigações que culminaram na operação “Direto com o Dono”.

De acordo com o portal G1, ao ser liberado, Ricardo afirmou que tudo já foi esclarecido e que fará uma “live” nesta segunda-feira (13) para se explicar.

O empresário foi preso nesta quarta em São Paulo. Depois, ele foi trazido de avião para Belo Horizonte e seguiu para o Centro de Remanejamento de Presos (Ceresp) em Contagem, na região metropolitana. A filha dele, Laura Nunes, também foi presa na região metropolitana de Belo Horizonte. As investigações indicam que aproximadamente R$ 400 milhões em impostos foram sonegados em 5 anos.

Denúncia

A força-tarefa é formada pelo Ministério Público de Minas (MPMG), pela Receita Estadual e pela Polícia Civil. Além das três prisões, a operação cumpre mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte (MG), Contagem (MG), Nova Lima (MG) e em Santo André (SP) — um deles para Rodrigo Nunes, irmão de Ricardo.

De acordo com o Ministério Público de MG, a rede de varejo cobrava dos clientes o valor correspondente aos impostos embutido no preço dos produtos, mas não repassava ao governo. O MPMG informou também que a empresa se encontra em recuperação judicial e não tem condições de arcar com dívidas.

Além dos mandados de prisão, a Justiça determinou o sequestro dos bem imóveis de Ricardo, que estão avaliados em R$ 60 milhões. Eles estão registrados em nome de suas filhas, mãe e irmão. Segundo a força-tarefa, o crescimento patrimonial de Nunes ocorreu na mesma época que os crimes tributários. Isso seria caracterizado como lavagem de dinheiro. Ricardo Nunes é o ex-principal acionista da rede varejista.