Justiça suspende soltura de líder do PCC na fronteira com o Paraguai

Polícia suspeita do envolvimento do homem na fuga de 75 presos da Penitenciária de Pedro Juan Caballero

  • Por Jovem Pan
  • 24/01/2020 14h37
Reprodução/Porã NewsPresídio em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, onde 75 presos fugiram no último dia 19

A Justiça suspendeu o alvará de soltura de Edson Barbosa Salinas, de 32 anos, apontado como sucessor do traficante Sérgio de Arruda Quintiliano Neto, o “Minotauro”, na liderança da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) na fronteira do Brasil com o Paraguai.

Salinas foi preso por porte ilegal de arma após uma briga de trânsito no último domingo, em Ponta Porã (MS), e pagou R$ 80 mil de fiança nesta quinta-feira (23). No final da noite, o juiz Marcelo Guimarães suspendeu a soltura, após receber informação da Polícia Federal de que o brasileiro usava identidade falsa.

A polícia ainda suspeita do envolvimento dele na fuga de 75 presos da Penitenciária Regional de Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha de Ponta Porã. Entre os fugitivos, que incluem 40 brasileiros, estavam cinco aliados de “Minotauro”.

Até a manhã desta sexta (24), seis foragidos tinham sido recapturados, cinco paraguaios e um brasileiro.

O juiz havia fixado fiança de R$ 80 mil após constatar que Salinas ostentava riqueza, já que ocupava um veículo de luxo no momento da prisão, se dizia empresário e portava R$ 17 mil em dinheiro.

Guimarães notificou a defesa de Salinas de que ele ficará detido até que se esclareça a dúvida sobre sua identidade. O advogado do suspeito informou que seu cliente não tem antecedentes criminais no Brasil e vai entrar com recurso.

Conforme informação repassada pelo Ministério Público ao juiz da 2ª Vara Criminal de Ponta Porã, o nome verdadeiro do suspeito seria Ederson Salinas Benitez. Na fronteira, o suposto líder do PCC é conhecido como “Salinas Riguaçu”.

*Com Estadão Conteúdo