Laudo não conclui se bala que matou João Pedro saiu da arma de policial

  • Por Jovem Pan
  • 05/06/2020 17h34 - Atualizado em 05/06/2020 17h35
Reprodução/TwitterJoão Pedro foi atingido por um tiro de fuzil 556 dentro da casa de um tio, no dia 18 de maio, enquanto brincava com os primos

O laudo realizado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro não conseguiu concluir se o projétil que matou o estudante João Pedro Mattos Pinto, de 14 anos, durante uma operação policial em São Gonçalo, partiu da arma de algum dos três policiais suspeitos de terem disparado o tiro. Com o resultado inconclusivo, por enquanto não é possível indicar de qual arma partiu o disparo.

Segundo a Polícia Civil, cópias do laudo de confronto balístico foram encaminhadas ao Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública e ao Ministério Público Estadual. O documento foi anexado ao inquérito, assim como os de necropsia e da perícia de local, e dos depoimentos dos policiais, pilotos, bombeiro socorrista e de duas testemunhas.

Na próxima terça-feira (9), deve ser realizada a reprodução simulada (reconstituição) do caso.

A secretaria acrescentou que a Corregedoria Geral de Polícia Civil (CGPOL) instaurou uma sindicância administrativa disciplinar para apurar a conduta dos policiais civis que participaram da ação no Complexo do Salgueiro e afastou três policiais civis da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) que participaram da ação.

O caso

João Pedro foi atingido por um tiro de fuzil 556 dentro da casa de um tio, no dia 18 de maio, enquanto brincava com os primos. O interior da residência apresenta mais de setenta marcas de disparos. O adolescente foi levado no helicóptero da própria polícia para o heliponto da Lagoa, na zona sul do Rio, onde a morte foi constatada. A família só soube do paradeiro do corpo no dia seguinte — quando ele já estava no Instituto Médico Legal de São Gonçalo.