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Brasil

Leite lança campanha para prévias do PSDB e afirma que não será ‘mito ou salvador da Pátria’

Acompanhado de membros de diretórios estaduais, governador do Rio Grande Sul elenca quais serão as prioridades, caso seja eleito

Luis Filipe Santos

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, lançou de forma oficial seu nome na disputa das prévias presidenciais do PSDB. Leite deve ter como principal adversário interno o governador de São Paulo, João Doria, enquanto Tasso Jereissati, senador pelo Ceará, e Arthur Virgílio, ex-prefeito de Manaus, concorrem com menos chances. No evento em que confirmou a inscrição como pré-candidato do partido, o político gaúcho fez críticas aos casos de corrupção do governo do PT, que entende terem levado o atual presidente, Jair Bolsonaro, ao poder, e disse que “quer governar para todos os brasileiros”.

“Especialmente pelo ex-presidente Lula, que sempre discursou sobre ‘nunca antes na história desse País’, que só eles eram donos da moralidade e nós vimos depois os lamentáveis casos de corrupção que aconteceram sob aquele governo, e que o Brasil tinha começado com o governo do PT. E com isso ofendeu boa parte dos brasileiros, machucou boa parte dos brasileiros, gerando um terreno fértil para que surgisse Bolsonaro. Bolsonaro é o resultado de uma política feita com divisão pelo próprio Partido dos Trabalhadores”, criticou.

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“Não sou candidato a mito ou a salvador da pátria. Sou candidato a liderar a enorme potencialidade deste País, com sua gente e suas inúmeras riquezas, para que ele volte a ser aquilo que todos nós, em nossos corações, sabemos que ele pode ser”, afirmou Leite. “Para fazer este País, um presidente tem de ser presidente de todos: dos que pensam e dos que não pensam como você. Estamos precisando de paz, de união, de distensionamento e de coragem. Não desejo ser presidente para brigar com Lula ou Bolsonaro, mas sim para brigar pelos brasileiros contra os enormes problemas que nosso país tem. Eles, os problemas, é que são meus inimigos”, disse o governador do Rio Grande do Sul, que ressaltou ser capaz de melhorar nas pesquisas já perto da eleição como fez em suas campanhas para prefeito de Pelotas, em 2012, e para o governo estadual, em 2018.

Leite ainda citou os três principais pontos que teriam sua atenção caso fosse eleito. “Se eu tivesse que reduzir tudo em três grandes lutas, elas seriam: combater as desigualdades, crescimento com foco no aumento de produtividade, sustentabilidade e diversidade, com respeito a todas as diferenças”, reforçou, ao dizer que o Brasil precisa de mais política, com construções de pontes e consensos. Na segunda-feira, 20, Doria afirmou que o antipetismo seria a principal linha de sua campanha, caso seja escolhido como candidato. Para demonstrar a força de sua candidatura, o governador gaúcho fez a apresentação acompanhado por representantes de alguns diretórios estaduais que o apoiam, como Minas Gerais, Bahia e Amapá, por exemplo. Estavam presentes, entre outros, o líder do PSDB na Câmara, Rodrigo de Castro (MG), e os deputados federais Adolfo Viana (BA), Luiz Carlos Gomes (AP), Lucas Redecker (RS) e Daniel Trzeciak (RS), além dos prefeitos Hildon Chaves (Porto Velho) e Paulo Serra (Santo André).