Lula chega ao Sindicato dos Metalúrgicos; apoiadores aguardam discurso

  • Por Jovem Pan
  • 09/11/2019 13h02
ESTADÃO CONTEÚDOMilitantes aguardam o discurso do ex-presidente em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarcou em São Paulo, na manhã deste sábado (9), e seguiu para o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, onde está sendo recebido depois de passar 580 dias preso em Curitiba. O petista fará um discurso para seus apoiadores e militantes, que já se concentram no local desde cedo.

Com ele, chegaram, também, o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT); a presidente do PT, Gleisi Hoffmann; o fotógrafo oficial de Lula, Ricardo Stuckert; e sua noiva, Rosângela da Silva, conhecida como Janja.

Lula saiu de Curitiba após discursar por cerca de 15 minutos em frente a prisão, local que ficou conhecido como “acampamento Lula Livre”. Ele usou um avião fretado para chegar no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo.

Manifestações contra a libertação de Lula e a decisão do STF também estão marcadas para acontecer em diversas capitais.

Relembre o caso

Lula foi beneficiado pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, na última quinta-feira (7), derrubou a possibilidade de cumprimento da pena após condenação em segunda instância. O alvará de soltura do ex-presidente foi expedido pelo juiz Danilo Pereira Júnior, da 12ª Vara Federal de Curitiba, às 16h15.

O petista foi condenado pelo então juiz Sergio Moro a nove anos e meio de prisão em julho de 2017 por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá. Em janeiro de 2018, o Tribunal Regional Federal da quarta região, em Porto Alegre, elevou a pena dele para 12 anos e um mês de prisão.

Após ter sido condenado em segunda instância, Lula foi preso na sede da Polícia Federal, em Curitiba, no dia 7 de abril do ano passado. Em 23 de abril de 2019, o Superior Tribunal de Justiça confirmou a sentença contra Lula em terceira instância, mas reduziu a pena para 8 anos e 10 meses de prisão. Ao todo, ele ficou 580 dias detido na sede da Polícia Federal, em Curitiba.

Pela lei da ficha limpa, mesmo solto, o ex-presidente não pode se candidatar a cargos públicos porque já foi condenado em segunda instância no caso do triplex do Guarujá.