Metrô de SP aprova greve para esta terça-feira; parte da operação deve ser mantida

No horário de pico, 95% dos serviços vão funcionar, e 65% nos demais; serão afetadas as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, e 15-Prata

  • Por Jovem Pan
  • 27/07/2020 20h54 - Atualizado em 27/07/2020 20h55
CARLOS TRISTÃO / ASI/ASI/ESTADÃO CONTEÚDOAs linhas 4-Amarela e 5-Lilás vão operar normalmente

O sindicato dos Metroviários de São Paulo aprovou em assembleia na noite desta segunda-feira, 27, a paralisação dos serviços partir da meia-noite. Serão afetadas as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, e 15-Prata. No entanto, segundo uma liminar concedida na Justiça para a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), deve ser mantido 95% do funcionamento dos trens no horário de pico (das 6h às 9h e das 16h30 às 19h30) e 65% nos demais. Caso não seja respeitada, será estabelecida uma multa diária de R$ 150 mil aos trabalhadores e R$ 500 mil à empresa. A decisão foi tomada nesta manhã, em audiência de conciliação entre representantes do sindicato e da empresa de transporte público.

Os funcionários protestam contra diminuição e corte de “vários direitos dos metroviários nos salários de junho”. Na audiência judicial, o Ministério Público do Trabalho apresentou uma proposta de acordo temporário, pelo qual o acordo coletivo da categoria com o Metrô voltaria após seis meses, com pagamento dos descontos salariais anteriores. A categoria protesta contra a redução salarial de 10% anunciada na semana passada e a retirada de outros direitos, como a redução de 100% para 50% das horas extras; fim do adicional de risco de vida para OTMs (Operador de Transporte Metroviário) e ASMs (Agente de Segurança Metroviária); redução do adicional noturno de 505 para 20%; fim do auxílio-transporte da complementação salarial para afastados por auxílio-doença e acidente de trabalho e gratificação de férias que cai para 1/3 do salário.

O Metrô alega que “estaria em uma crise de receita”. A justificativa, porém, não convence a categoria, segundo explicou Alex Santana, diretor da Federação Nacional dos Metroferroviários (Fenametro). “O relatório do Metrô mostra uma defasagem de quase 2 mil metroviários, mas mesmo assim os índices melhoraram, e nos últimos cinco anos houve aumento da receita, tarifária e não tarifária, e diminuição de despesas.” As linhas 4-Amarela e 5-Lilás vão operar normalmente, porque apesar de seus trabalhadores também serem representados pelo mesmo sindicato, a convenção salarial é diferente. A SPTrans e CPTM ainda não se pronunciaram sobre alterações na operação com a finalidade de absorver a demanda de passageiros.