Ministério da Saúde assina contrato de compra de 10 milhões de doses da Sputnik V

Cronograma de entrega da União Química indica a possibilidade de 400 mil doses até o final de abril, 2 milhões no fim de maio e 7,6 milhões ao cabo junho

  • Por Jovem Pan
  • 12/03/2021 15h37 - Atualizado em 12/03/2021 19h13
EFE/EPA/RDIF/ArchivoSputnik V será importada da Rússia por intermédio do laboratório União Química

O Ministério da Saúde assinou nesta sexta-feira, 12, o contrato para receber 10 milhões de doses da vacina Sputnik V. O imunizante será importado da Rússia por intermédio do laboratório União Química. A previsão é de que as doses sejam entregues ao longo do segundo trimestre, entre abril e junho. O cronograma de entrega do laboratório indica a possibilidade de 400 mil doses até o final de abril, 2 milhões no fim de maio e 7,6 milhões em junho. “Agora, para que possamos efetivamente aplicar a Sputnik V em nossa população e realizar os pagamentos após cada entrega de doses dessa vacina, só necessitamos que a União Química providencie com a Anvisa, o quanto antes, a autorização para uso emergencial e temporário”, disse o secretário executivo da pasta, Elcio Franco.

Em entrevista coletiva nesta sexta-feira, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que recebeu um pedido de anuência para a realização de estudo clínico no Brasil. O pedido, porém, carecia de alguns dados relacionados aos estudos que foram conduzidos na Rússia. A Anvisa solicitou mais documentos, mas as exigências ainda não foram respondidas. Também houve solicitação de uso emergencial em janeiro, mas a agência devolveu o processo. “O status hoje é: estamos abertos a discussões com a União Química. A gente compartilhou todos os requisitos necessários e a expectativa é que os próximos passos sejam tomados pela empresa para que a gente possa seguir com a avaliação e ter certeza de que os dados que compõem as informações de segurança e eficácia são passíveis de aprovação”, disse o gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, Gustavo Mendes. A União Química informou ao ministério que pretende fabricar a vacina em unidades que possui em São Paulo e no Distrito Federal. Segundo a pasta, a possibilidade será avaliada pela Saúde nas próximas semanas e poderá levar à concretização de outro acordo comercial.