Ministério da Saúde diz que grávidas não devem tomar vacinas da Janssen e AstraZeneca

Ministro Marcelo Queiroga vetou intercambialidade de doses nas gestantes e pediu que as pessoas não escolham a marca do imunizante

  • Por Jovem Pan
  • 08/07/2021 14h59 - Atualizado em 08/07/2021 15h23
EFE/EPA/JUNG YEON-JE / Archivo Vacina de Oxford/AstraZeneca Ministério vetou uso da AstraZeneca e Janssen em gestantes

O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira, 8, que grávidas devem ser vacinar contra a Covid-19 com os imunizantes da Pfizer e da CoronaVac. As vacinas da Janssen e da AstraZeneca, de vetor viral, não devem ser utilizadas. Na semana passada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já tinha recomendado que essas vacinas não fossem aplicadas nas gestantes. “A mortalidade que vem nesse grupo é aproximadamente 39 por 100 mil gestantes. Isso causou muita preocupação. Lembrando que estudos em fase 3 para gestantes não existem, então nós analisamos o risco-benefício e, a partir daí, são indicados esses imunizantes, que seriam a CoronaVac ou a vacina da Pfizer”, afirmou a secretária de enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite de Melo.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, vetou a falar sobre a mistura de vacinas. O Estado do Rio de Janeiro, por exemplo, autorizou recentemente o uso da primeira dose da AstraZeneca e a segunda da Pfizer em grávidas. “Não é recomendado. Não há evidência científica acerca de intercambialidade de vacinas nas gestantes. Portanto, vamos manter a orientação do Programa Nacional de Imunizações (PNI)”, afirmou Queiroga. O ministro disse que as secretarias estaduais e municipais tem autonomia, mas não podem mudar o que foi discutido na política tripartite e devem seguir o PNI. Queiroga também pediu que as pessoas voltem ao posto de saúde para tomar a segunda dose da vacina e reforçou que não se deve escolher a marca do imunizante. “A boa vacina é aquela que foi aplicada.”