Ministério da Saúde reduz intervalo da dose de reforço da vacina contra a Covid-19 para 4 meses

De acordo com Marcelo Queiroga, o objetivo da medida é ampliar a proteção da população contra a variante Ômicron, que já foi identificada em diversos Estados nos últimos dias

  • Por Jovem Pan
  • 18/12/2021 16h21 - Atualizado em 18/12/2021 16h26
Jefferson Rudy/Agência Senado - 8/06/2021 O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante pronunciamento na CPI da Covid-19 Marcelo Queiroga, ministro da Saúde, reduziu o prazo da vacinação da dose de reforço contra a Covid-19

Marcelo Queiroga, responsável pelo Ministério da Saúde, anunciou, na tarde deste sábado, 18, que o intervalo para aplicação da dose adicional da vacina contra a Covid-19 foi reduzido de cinco para quatro meses em todo o Brasil. De acordo com o ministro, o objetivo da medida é ampliar a proteção da população contra a variante Ômicron, que já foi identificada em diversos Estados nos últimos dias. “Para ampliar a proteção contra a variante Ômicron vamos reduzir o intervalo de aplicação da 3ª dose de cinco para quatro meses. A dose de reforço é fundamental para frear o avanço de novas variantes e reduzir hospitalizações e óbitos, em especial em grupos de risco. A portaria com a modificação será publicada na segunda-feira. Informem-se sobre o calendário vacinal de seu município e veja se já chegou a sua vez”, escreveu Queiroga, em sua rede social.

Mais cedo, o ministro da Saúde havia comunicado, em entrevista coletiva, que a decisão sobre o início da vacinação de crianças de 5 a 11 anos só será tomada em 2022, a partir do dia 5 de janeiro. O posicionamento de Queiroga acontece dois dias após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar a aplicação da vacina da Pfizer contra a Covid-19 para esta faixa etária. O ministro, entretanto, afirmou que o procedimento será adotado porque “a introdução desse produto no âmbito de uma política pública requer uma análise mais aprofundada.”