Moro ironiza vazamento do The Intercept: ‘Monique, Monica, sei lá. O próprio site não sabe direito quem é’

  • Por Jovem Pan
  • 02/07/2019 17h17
Pablo Valadares/Câmara dos DeputadosMinistro fez referência a Monique Cheker, procuradora citada nos supostos vazamentos que no mesmo dia negou a veracidade das mensagens

Durante participação na audiência pública desta terça-feira (2) da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, ironizou os mais recentes vazamentos do site “The Intercept”. Divulgado na última semana, ele trata de supostas mensagens de procuradores do Ministério Público Federal (MPF) em que teriam feito críticas à atuação do então juiz federal.

“Opiniões e pontuais ofensas não mudam os fatos. Hackers criminosos invadiram aparelhos de celulares. A autenticidade não está demonstrada. As mensagens podem ter sido adulteradas, mesmo as que foram divulgadas retiradas de todo o sensacionalismo não indicam nenhum tipo de ilícito”, disse Moro.

“Foi mencionada aqui a questão das supostas declarações da procuradora Monica. Monique, Monica, sei lá. O próprio site não sabe direito quem é. Se for verdade, ela nunca trabalhou comigo. Seria uma opinião de alguém de alguém de fora que não tem base em fatos.”

Moro fez referência a Monique Cheker, procuradora citada nos supostos vazamentos que no mesmo dia negou a veracidade das mensagens. “Sobre a parte em que o ‘The Intercept’ diz que escrevi: ‘Desde que eu estava no Paraná, em 2008, ele (Sergio Moro) já atuava assim. Alguns colegas do MPF do PR diziam que gostavam da pro atividade dele, que inclusive aprendiam com isso’, esclareço que, conforme pode ser obtido publicamente dos meus assentos funcionais, durante praticamente todo o ano de 2008 eu trabalhei como procuradora de contas do Ministério Publico junto ao TCE do Rio de Janeiro, cargo que assumi em 2006. Nunca tinha ouvido falar do ex-juiz Sergio Moro, muito menos tive contato com alguém do MPF/PR”, disse ela, em nota enviada ao site “O Antagonista”.

“Tomei posse no MPF em dezembro de 2008, com lotação numa cidade do interior do Paraná. Da posse, seguiu-se logo o curso de ingresso e vitaliciamente em Brasília, e o recesso judicial, e só fui conhecer alguém do MPF/PR que já tinha trabalhado com o ex-juiz Sergio Moro, ou menção a esse nome, tempos depois. Não reconheço os registros remetidos pelo The Intercept, com menção a minha pessoa, mas posso assegurar que possui dados errados e alterações de conteúdo, pelos motivos expostos acima”, completou.