Mourão sobre demissão de Moro: ‘A forma como saiu não é a mais apropriada’

  • Por Jovem Pan
  • 27/04/2020 16h53 - Atualizado em 28/04/2020 08h03
Alan Santos / PRO vice-presidente da república, General Hamilton Mourão

Durante live com consultores políticos nesta segunda-feira (27), o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou que não achou “apropriada” a forma como o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro saiu do cargo na última sexta-feira.

“A forma como saiu não é a mais apropriada. Poderia solicitar sua demissão, e só isso já seria um problema para o governo. Agora é vida que segue, o presidente busca um nome para substituí-lo. Esperamos que as coisas se acalmem”, disse Mourão.

Para ele, no entanto, Moro realizou um bom trabalho à frente da pasta e faz parte da “mitologia que o Brasil vive”. Ainda segundo ele, “algumas rusgas” levaram à sua demissão.

“O ex-ministro Sergio Moro teve um papel importante na vida nacional ao longo da Operação Lava Jato, julgando de forma isenta todos os envolvidos nos casos de corrupção do país. A partir de sua resiliência e seriedade, ganhou papel importante na mitologia temporária que o Brasil vive”, afirmou.

Na última sexta, o agora ex-ministro e ex-juiz federal afirmou que deixava o governo de Jair Bolsonaro após sofrer pressões políticas pela troca no comando da Polícia Federal. Moro ainda afirmou que Bolsonaro queria ter acesso a inquéritos em andamento e, por isso, queria nome próximo na diretoria da PF. Ele também afirmou que não assinou a exoneração do então diretor-geral da corporação, Maurício Valeixo.

Sobre a pandemia de coronavírus, o vice-presidente avaliou que “sairemos bem, diferente de outros países, como Itália e Estados Unidos”.

“Ao final disso é importante entender as razões do presidente Bolsonaro nos problemas que aconteceram recentemente. Um presidente quando busca de se eleger, ele busca as suas ideias. O presidente Bolsonaro é assertivo e o povo pode contar que ele sempre vai buscar tomar boas decisões para o futuro do país.”