Movimentos protestam contra decisão do STF e dizem que agora vão pressionar Congresso
Depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) mudar o entendimento e decidir que, segundo a Constituição, ninguém pode ser considerado culpado até o trânsito em julgado, os grupos que convocaram manifestações para este sábado (9) em defesa da prisão em segunda instância dizem que agora o movimento será para pressionar o Congresso a reverter a decisão.
“A manifestação está mantida, mas vamos olhar daqui para a frente. A decisão do STF tem que ser respeitada, gostemos ou não, mas vamos pressionar os parlamentares para que seja feita uma mudança constitucional ou por PEC (Proposta de Emenda à Constituição) ou projeto de lei”, afirmou Renato Batista, coordenador nacional do Movimento Brasil Livre (MBL).
Depois da sessão do STF que derrubou a prisão em segunda instância, o presidente da Corte, Dias Toffoli, disse o Congresso tem autonomia para mudar a regra do início do cumprimento da pena. Tramita na Câmara a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 410/18, que inclui no texto constitucional a possibilidade da prisão após condenação em segunda instância.
Antes da votação do STF, o MBL e o Vem Pra Rua haviam marcado uma manifestação amanhã na Avenida Paulista para defender a prisão em segunda instância. Os dois grupos também defendem a CPI da Lava Toga para investigar o “ativismo judicial” de autoridades de tribunais superiores, especialmente ministros do STF.
O ministro Sergio Moro declarou nessa sexta que a decisão deve ser respeitada, mas ressaltou que o Congresso Nacional pode mudar a Constituição para reverter a determinação. “Sempre defendi a execução da condenação criminal em segunda instância e continuarei defendendo. A decisão da maioria do Supremo Tribunal Federal (STF) para aguardar o trânsito em julgado deve ser respeitada. O Congresso pode, de todo modo, alterar a Constituição ou a lei para permitir novamente a execução em segunda instância, como, aliás, foi reconhecido no voto do próprio ministro Dias Toffoli”, disse.
Com base na decisão do STF, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu da prisão após 580 dias. Lula estava na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, no Paraná.
* Com informações do Estadão Conteúdo
Assuntos
continue lendo
Política
Exames de Lula estão ‘dentro da normalidade’, diz Sírio Libanês
Presidente deu entrada no hospital da capital paulista na tarde dessa terça-feira (3) para realizar uma avaliação de rotina
- Depois de calor e chuva, frio voltará a atingir SP a partir do domingo; veja previsão Estadão Conteúdo · há 2 horas
- Anvisa aprova Wegovy em comprimido para tratamento da obesidade no Brasil Jovem Pan · há 2 horas
- Justiça condena 99 a indenizar vítima estuprada após ser deixada na rua por motorista de app Estadão Conteúdo · há 14 horas
- Justiça proíbe Meta de usar conteúdo jornalístico sem autorização Estadão Conteúdo · há 15 horas