MP denuncia filha, namorada e mais três por morte de família no ABC

Em janeiro, os corpos dos pais e do irmão mais novo de Anaflavia Gonçalves foram encontrados carbonizados. As investigações apontaram o envolvimento da filha, da namorada e de mais três nos assassinatos

  • Por Rafaela Lara
  • 30/03/2020 20h56 - Atualizado em 31/03/2020 08h34
Reprodução/TV GloboMP denunciou cinco pessoas pelo assassinato de família em Santo André; filha e namorada estão entre os denunciados

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) denunciou cinco pessoas pelo assassinato do casal Flaviana e Romuyuiki Gonçalves, e do filho deles, Juan Victor Gonçalves, em janeiro deste ano, na cidade de Santo André, no ABC Paulista.

Entre os denunciados estão a filha do casal Anaflavia Gonçalves, e a companheira dela, Carina Ramos de Abreu. De acordo com o MP, os outros envolvidos são os primos de Carina, Juliano Oliveira Ramos Junior e Jonathan Fagundes Ramos, além de um amigo, chamado Guilherme Ramos da Silva.

Caso a Justiça aceite a denúncia, os cinco envolvidos responderão por homicídios triplamente qualificados (motivo torpe, meio cruel e recurso que impediu a defesa das vítimas), roubo e destruição de cadáver.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, o grupo simulou um assalto à residência das vítimas, em Santo André, para poder colocar em prática o plano do assassinato sem levantar suspeitas.

Após o roubo, segundo consta na denúncia à qual a Jovem Pan teve acesso, os criminosos “agrediram, entorpeceram e mataram Romuyuki, Flaviana e Juan Victor”. Os laudos apontaram que todos morreram em virtude de traumatismo craniano – eles também estavam armados e agrediram as vítimas com golpes na cabeça.

De acordo com as investigações, o grupo levou os corpos de carro a uma área afastada de São Bernardo do Campo e ateou fogo no veículo com os cadáveres dentro.

Para a promotora de Justiça, Thelma Cavarzere, Anaflavia, filha do casal, e Carina, sua namorada, mataram as vítimas “por motivo torpe, consistente na cobiça de ambas em ficar com a casa, com os veículos, com o dinheiro que achavam que estava no cofre e com o dinheiro do seguro de vida”. Já os outros três envolvidos no crime “agiram mediante recompensa”.

Segundo a promotoria “todos os cinco empregaram meio cruel para matar as vítimas, pois bateram tanto em suas cabeças, que seus crânios estavam afundados na lateral direita. E se utilizaram de recursos que dificultou a defesa das vítimas, pois além de estarem em superioridade numérica, e de amarrar, amordaçar e entorpece-las, tinham no grupo duas pessoas da família, cuja presença não gerava suspeita”.