MPSP diz que existem indícios para apresentar denúncia contra PMs envolvidos em ação em Paraisópolis
A Promotoria de Justiça do 1º Tribunal do Júri da Capital afirmou nesta quinta-feira, 27, que já existem indícios suficientes para apresentação de denúncia contra os integrantes da Polícia Militar que participaram da operação que resultou na morte de nove pessoas em Paraisópolis. Segundo a promotora Luciana André Jordão Dias, os agentes tiveram a intenção de encurralar os jovens que frequentavam o baile funk da D17, que tinha cerca de cinco mil pessoas. Além dos mortos, 12 ficaram feridos. O caso aconteceu em dezembro de 2019.
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Para a membro do MPSP, os agentes sabiam que as pessoas não teriam uma rota de fuga disponível e que a situação tinha o potencial de acabar em mortes. Ficou comprovado por meio de perícia que as vítimas faleceram asfixiadas por sufocação indireta. Segundo o advogado dos policiais, eles relataram aos investigadores que só atuaram na favela depois que o pisoteamento aconteceu. A versão adotada desde o início pelos PMs é de que a confusão foi causada por dois suspeitos em uma moto que passaram atirando contra policiais que cercavam o baile funk, e, logo depois, entraram na favela.
Segundo os PMs, foi nesse momento que os frequentadores da festa se assustaram, correram para a viela e tropeçaram uns nos outros, causando as mortes. A versão das testemunhas e familiares das vítimas, no entanto, é diferente. De acordo com eles, policiais entraram na favela efetuando disparos de bala de borracha e jogando bombas de gás lacrimogêneo para dispersar a multidão, dando início à correria que terminou com nove mortos e 12 feridos. O inquérito da Corregedoria da PM inocentou os agentes.
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