Na primeira entrevista internacional, Bolsonaro revela que pretende viajar à Itália em maio

  • Por Jovem Pan
  • 17/01/2019 19h20
Dida Sampaio/Estadão ConteúdoBolsonaro conversou com apresentador da emissora de TV italiana RAI durante cinco minutos

Descendente de italianos, o presidente Jair Bolsonaro pretende viajar ao país no próximo dia 8 de maio. A data representa a vitória dos países Aliados contra os do Eixo na Segunda Guerra Mundial. De acordo com ele, será uma oportunidade para visitar a terra dos antepassados, que são da região de Lucca, na Toscana.

“Vendo nossa agenda, gostaria muito de participar dessa comemoração que é sempre realizada. Saúdo nosso querido Exército Brasileiro [que foi à Itália na guerra] e farei o possível para estar lá. E pela primeira vez visitarei a terra dos meus avós”, disse Bolsonaro durante sua primeira entrevista internacional.

O presidente conversou por cinco minutos com um apresentador da RAI, emissora pública de televisão da Itália. Antes da visita, Bolsonaro deve se reunir, em Davos, na Suíça, com o primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, que coordenou o processo de captura e extradição do terrorista Cesare Battisti, preso na Bolívia no sábado (12).

“Direi ao Conte que não deve me agradecer [pela extradição]. Nós que somos muito gratos a ele, porque nos livrou de um elemento que incomodava a maioria dos brasileiros. Será um belo momento, minha origem é italiana, minha família é originária de Lucca e será um prazer encontrá-lo em Davos.” O presidente viaja no domingo (20).

A prisão de Cesare Battisti, que havia fugido para do Brasil para a Bolívia, foi seguida da deportação para a Itália, onde ele cumprirá sentença perpétua pelo assassinato de quatro pessoas no final da década de 1970, quando ele integrava o grupo Proletários Armados pelo Comunismo. Ele ficou três décadas foragido da justiça italiana.

“A mensagem é que o Brasil não será território de abrigo de marginais, criminosos, prisioneiros políticos, essa é a minha mensagem. Estou muito feliz por poder colaborar com todos os cidadãos italianos e brasileiros, para que o Battisti saísse daqui e cumprisse sua pena de crimes cometidos nos anos 70”, afirmou o presidente.

*Com informações da Agência Brasil