Em nota, Flávio Bolsonaro se diz ‘vítima de grupo político’ e reafirma inocência

  • Por Jovem Pan
  • 20/06/2020 17h28 - Atualizado em 20/06/2020 17h28
Gabriela Biló/Estadão ConteúdoFlávio Bolsonaro é senador pelo Republicanos-RJ e filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro

Investigado por suposto esquema de “rachadinha” em seu gabinete à época em que era deputado na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e citado na ordem de prisão contra Fabrício Queiroz, detido na última quinta-feira, 18, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos) divulgou nota neste sábado, 20, em que se diz “vítima de um grupo político” e na qual reafirma inocência. No texto, Flávio não citou nomes de opositores e tampouco deixou claro qual seria o grupo político do qual seria vítima de perseguição. Ele também não fez referência direta a nenhuma acusação em específico.

“O senador Flávio Bolsonaro é vítima de um grupo político que tem patrocinado uma verdadeira campanha de difamação. Essas pessoas têm apenas um objetivo: recuperar o poder que perderam na última eleição”, diz a nota. “Apesar dos incessantes ataques à sua imagem, Flávio Bolsonaro continua a acreditar na Justiça. Ele reafirma inocência em qualquer das acusações feitas por seus inimigos e garante que seu patrimônio é totalmente compatível com os seus rendimentos. Tudo ficará inequivocamente comprovado dentro dos autos. A verdade prevalecerá”, completou o filho do presidente Jair Bolsonaro.

Na última sexta-feira, 19, O Ministério Público Federal (MPF) do Rio de Janeiro intimou Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) a prestar depoimento na investigação que apura supostos vazamentos da Polícia Federal sobre a Operação Furna da Onça. Além de Flávio, serão ouvidos os advogados Ralph Hage Vianna e Christiano Fragoso. A investigação faz parte do procedimento aberto para apurar declarações feitas pelo ex-aliado do governo, o empresário e pré-candidato à prefeitura do Rio, Paulo Marinho (PSDB), de que o filho mais velho do presidente foi previamente avisado da operação que trouxe à tona as movimentações atípicas nas contas de seu ex-assessor Fabrício Queiroz. O ex-funcionário de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio foi citado em um relatório do antigo Conselho de Atividades Financeiras (Coaf), o que arrastou o então deputado para o centro de uma investigação criminal sobre suposto esquema de desvio de salários em seu gabinete, a chamada “rachadinha”.

*Com informações do Estadão Conteúdo