Operação prende dois policiais suspeitos de sequestrar chefe do PCC

Agentes do DEIC teriam exigido R$ 300 mil para o resgate de uma das lideranças da facção

  • Por Jovem Pan
  • 18/06/2021 16h53 - Atualizado em 18/06/2021 17h25
DivulgaçãoOperação deflagrada pelo Gaeco cumpriu dez mandados de busca e apreensão

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ligado ao Ministério Público de São Paulo, deflagrou nesta sexta-feira, 18, a Operação Quebec Sierra Juliet, que cumpriu mandados de prisão contra dois policiais civis suspeitos de sequestrar um dos líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital), conhecido como Armani. A ação contou com o apoio da Corregedoria da Polícia Civil e do 4º Batalhão de Choque da Polícia Militar. Também foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão. Segundo o MPSP, o chefe da facção foi seguido por quatro policiais do DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais) e supostamente sequestrado ao parar em um posto de gasolina, em 24 de julho do ano passado. A suspeita é de que os agentes tenham utilizado um carro roubado do Rio de Janeiro. Os policiais teriam exigido R$ 300 mil para libertar Armani, alegando ter conhecimento de que ele era uma das lideranças do PCC e que teria recebido a quantia de R$ 1,5 milhão para financiamento da “cédula federal”.

Ainda segundo o MPSP, o valor de resgate foi negado. Os agentes, então, foram até a casa de Armani, onde teriam entrado sem mandado judicial e levado R$ 15 mil. Depois, levaram o chefe da facção até a sede do DEIC e continuaram exigindo pagamento para o resgate, ameaçando divulgar informações que prejudicariam o PCC. Duas advogadas da facção ficaram responsáveis por negociar o valor. Uma delas teria providenciado o pagamento de R$ 30 mil para que o líder fosse solto. Ela ainda teria prometido outros R$ 30 mil para depois de 30 dias. Armani foi preso em novembro do ano passado na Operação Fast Track. Segundo o Ministério Público, em tese, os policiais praticaram os crimes de extorsão mediante sequestro, associação criminosa, abuso de autoridade por violação de domicílio e receptação. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que os dois agentes foram encaminhados para o Presídio Especial da Polícia Civil e são investigados pela Corregedoria.