Oposição reage nas redes sociais após Moro aceitar ser ministro da Justiça

  • Por Jovem Pan
  • 01/11/2018 12h11 - Atualizado em 01/11/2018 12h38
Edilson Rodrigues/Agência Senado Edilson Rodrigues/Agência Senado "Moro será o pilar do estado policial-fascista brasileiro. Mas também carregará para sempre a pecha de juiz parcial e sem isenção", escreveu Wadih Damous

Após o juiz Sergio Moro confirmar que aceitou o convite do presidente eleito, Jair Bolsonaro, para assumir o Ministério da Justiça, a oposição passou a questionar a atitude do responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância.

Além da crítica pela escolha de Moro para comandar a pasta, o deputado federal Paulo Teixeira (PT) pediu ainda que se anule a condenação do ex-presidente Lula sob a justificativa de que “as razões da prisão sem provas foram escancaradas”.

Confira abaixo algumas manifestações de nomes como Gleisi Hoffmann, Manuela D’Ávila, Lindbergh Farias, Ivan Valente e mais:

Moro aceita convite de Bolsonaro e será ministro: a incoerência toma conta do país!Depois de se colocar como o…

Publicado por Luiza Erundina em Quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Moro será o novo ministro da Justiça

juiz federal Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato em primeira instância, aceitou o convite para ser o novo ministro da Justiça a partir de 1º de janeiro de 2019. A decisão será oficializada por meio de uma nota oficial, após o juiz se reunir brevemente com o presidente eleito Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro.

Em nota oficial divulgada após sua saída da residência do presidente eleito, Moro afirmou que aceitou o “honrado convite”, mas o fez com “certo pesar”, já que terá de deixar a magistratura após 22 anos. O magistrado destacou ainda que, “para evitar controvérsias desnecessárias”, vai se afastar de novas audiências da Operação Lava Jato — ele não tomará o depoimento do ex-presidente Lula, agendado para o próximo dia 14, por exemplo.

Confira a nota na íntegra:

“Fui convidado pelo senhor presidente eleito para ser nomeado ministro da Justiça e da Segurança Pública na próxima gestão. Após reunião pessoal, na qual foram discutidas políticas para a pasta, aceitei o honrado convite. Fiz com certo pesar pois terei que abandonar 22 anos de magistratura. No entanto, a perspectiva de implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado, com respeito à Constituição, à lei e aos direitos, levaram-me a tomar esta decisão. Na prática, significa consolidar os avanços contra o crime e a corrupção dos últimos anos e afastar riscos de retrocessos por um bem maior. A Operação Lava Jato seguirá em Curitiba com os valorosos juízes locais. De todo modo, para evitar controvérsias desnecessárias, devo desde logo afastar-me de novas audiências. Na próxima semana, concederei entrevista coletiva com maiores detalhes”.