Pastor diz que integrantes de escola de samba que homenageou Lula terão câncer

Elias Cardoso, da Assembleia de Deus, criticou como conservadores foram retratados em desfile da Acadêmicos de Niterói

  • Por Júlia Mano
  • 18/02/2026 17h41 - Atualizado em 18/02/2026 17h42
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Reprodução/TV Globo Ala da Acadêmicos de Niterói retrata família tradicional em latas de conserva Ala da Acadêmicos de Niterói retratou a família tradicional em latas de conserva

O pastor Elias Cardoso, da Assembleia de Deus, criticou na segunda-feira (16) o desfile da escola Acadêmicos de Niterói cujo samba-enredo homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante o encerramento de convenção da Igreja em Perus, no interior de São Paulo, o religioso disse que a agremiação “tripudiou” da sua fé e afirmou que seus integrantes terão “câncer”.

“A hora que esses homens estiverem com câncer na garganta, vão lembrar com quem mexeu”, declarou o pastor.

O religioso também disse que não precisam “da parceria com o Ministério Público para fazer uma representação”. Elias Cardoso afirmou que “Deus vai responder” a “provocação que fizeram com a Igreja”.

“A Igreja não tem adúlteros, maconheiros, fumadores, drogados, prostitutas e bagunceiros, mas colocaram a mão [nela]. A Igreja do senhor está coberta, amparada pelo juiz do Supremo Tribunal Celestial, ele vai responder”, disse o pastor.

Desfile em homenagem a Lula

Pela primeira vez no Grupo Especial das escolas de samba, a Acadêmicos de Niterói levou à Marquês de Sapucaí, no domingo (15), o samba-enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula operário do Brasil”. O petista esteve presente no Sambódromo acompanhado da primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, a Janja, de seus ministros, autoridades e políticos.

Estava inicialmente previsto a participação de Janja na homenagem. No entanto, a primeira-dama desistiu de desfilar para evitar problemas com a Justiça Eleitoral e desgastes com a base do governo. A oposição alega que o samba-enredo da escola é uma propaganda política antecipada.

Outra questão alvo de críticas foi a ala “Neoconservadores em conservada”. A escola retratou a “família tradicional”, formada por casal heterossexual e filhos, em latas de conservas. Ainda apareceram representações de evangélicos, militares e mulheres brancas na fantasia.

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