Viradouro é campeã no Rio de Janeiro; escola que homenageou Lula é rebaixada

Samba-enredo da campeã foi em homenagem a Ciça, mestre de bateria e ícone do carnaval carioca

  • Por Jovem Pan*
  • 18/02/2026 17h25 - Atualizado em 18/02/2026 18h24
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Divulgação Viradouro logotipo

A escola de samba Unidos do Viradouro se sagrou nesta quarta-feira (18) a campeã do Carnaval do Rio de Janeiro. Com samba-enredo “Pra Cima, Ciça!”, em homenagem a Moacyr da Silva Pinto, o famoso Mestre Ciça. O sambista é mestre de bateria da Viradouro e uma das principais figuras do Carnaval carioca. Ele completa 70 anos de idade e 55 de seu primeiro desfile. Com uma apresentação impecável, a escola somou 270 pontos e faturou o seu 4º título.

Última colocada, Acadêmicos de Niterói – que homenageou o presidente Lula – foi rebaixada para a Série Ouro, o segundo escalão do desfile.

A Viradouro narrou na Marquês de Sapucaí a história do músico Ciça desde os tempos na escola Estácio de Sá até a atualidade. Entre os destaques, esteve a atriz Juliana Paes, que voltou ao posto de rainha da bateria após 17 anos. O último triunfo da Vermelha e Branca de Niterói tinha sido em 2024.

Tema do enredo da Unidos do Viradouro, mestre Ciça, já fez até uma promessa em meio à comemoração pelo título. “É muita emoção, muita alegria. A emoção foi de ver a avenida, a arquibancada. Não tenho palavras. E vou até parar de fumar”, prometeu o mestre de bateria.

A Viradouro se apresentou este ano na Sapucaí com 23 alas, seis carros, dois tripés e 2.500 componentes.

Tarcísio Zanon assinou o projeto da Viradouro na Sapucaí. Wander Pires interpretou o samba no microfone e o casal Julinho Nascimento e Rute Alves conduziu o pavilhão em um desfile marcado pela emoção.

Como não poderia ser diferente, a bateria brilhou. Do meio até o fim da apresentação, os ritmistas desfilaram sobre um grande carro alegórico, com Ciça à frente, como destaque.

Outro momento emocionante foi a participação do carnavalesco Paulo Barros, que fez história em escolas como Salgueiro, Unidos da Tijuca e Vila Isabel, como destaque em uma das alegorias.

Acadêmicos de Niterói rebaixada

O desfile da rebaixada Acadêmicos de Niterói foi marcado por acusações de propaganda eleitoral antecipada. A escola terminou a apuração com 264.6 pontos.

O samba, puxado por Emerson Dias, abordou a infância de Lula no agreste pernambucano, a mudança para o Sudeste, e seu papel como sindicalista e como político. Lula acompanhou o desfile na Sapucaí e chegou a descer do camarote para cumprimentar o mestre-sala e a porta-bandeira da escola.

Apesar de ter tido uma repercussão com os louvores ao petista e as críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e os apoiadores dele, como conservadores enlatados e o Bolsonaro como um palhaço preso entre grades, a Acadêmicos de Niterói ficou atrás em todos os quesitos pontuados pelos jurados do carnaval carioca.

O quesito que a escola teve menor pontuação foi em fantasias. O enredo, que conta a história de Lula, foi considerado o pior entre todas as 12 escolas. Outros pontos onde a Acadêmicos de Niterói ficou muito atrás das outras agremiações foram alegoria e adereços, bateria, mestre-sala e porta-bandeira.

Com o samba-enredo intitulado como “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, a Acadêmicos de Niterói fez odes a Lula, contando a história do presidente desde a ida a São Paulo como retirante, a vida como liderança sindical e a chegada à Presidência da República. Programas sociais e críticas a oposicionistas também foram explorados pela agremiação rebaixada.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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