Paulo Guedes compara funcionários públicos a ‘parasitas’ e defende reforma

Para o ministro, a carreira dos servidores precisa ser revista

  • Por Jovem Pan
  • 07/02/2020 16h39 - Atualizado em 07/02/2020 16h48
Flickr/Ministério da EconomiaGuede em palestra na Escola Brasileira de Economia e Finanças da FGV no encerramento de um seminário sobre o Pacto Federativo

O ministro da Economia, Paulo Guedes, comparou nesta sexta-feira (7) funcionários públicos a “parasitas”. “O hospedeiro está morrendo, o cara virou um parasita, o dinheiro não chega no povo e ele quer aumento automático”, afirmou Guedes após criticar o reajuste anual dos salários dos servidores.

Para o ministro, a carreira do funcionalismo precisa ser revista. Ele citou como privilégios dos funcionários públicos a estabilidade no emprego e “aposentadoria generosa”. Além disso, argumentou que a máquina pública, nas três esferas de governo, não se sustenta financeiramente por questões fiscais.

“A população não quer isso [reajuste automático do funcionalismo público]. 88% da população brasileira é a favor, inclusive, de demissão no funcionalismo público”, disse Guedes. Ele usou como referência uma pesquisa do Datafolha, divulgada em janeiro, que apontava que, para 88% dos entrevistados, o funcionário público que não faz um bom serviço deve ser demitido.

“Nos Estados Unidos ficam quatro, cinco anos sem dar reajuste e quando dá todo mundo fica ‘oh, muito obrigado’. Aqui o cara é obrigado a dar [reajuste] porque está carimbado e ainda leva xingamento, ovo, não pode andar de avião”, continuou o ministro.

Em uma ocasião anterior, ele defendeu que a estabilidade não seja automática, mas conquistada pelo profissional após anos de boas avaliações no trabalho. “Vamos continuar dando essa estabilidade de emprego para quem entrou há apenas um ano? E se for um mau servidor? Queremos justamente que a opinião pública respeite o servidor que está atendendo bem e passou por uma avaliação”, explicou.

De acordo com Guedes, os projetos referentes ao assunto serão enviadas ao Congresso na próxima semana. “O clima no Congresso é extremamente favorável [à reforma administrativa], ao contrário do nosso clima no ano passado quando nós chegamos com a Reforma da Previdência”, destacou.