Pazuello diz que transferir pacientes com Covid-19 é opção para evitar lotação de UTIs

Em coletiva realizada nesta quinta-feira, 25, ministro da Saúde falou sobre novas variações do coronavírus, dizendo que elas aumentam em até 3 vezes a contaminação no Brasil

  • Por Jovem Pan
  • 25/02/2021 19h21
MATEUS BONOMI/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO - 14/10/2020 Ministro também falou sobre a vacinação e a aquisição de imunizantes

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que a transferência de pacientes com Covid-19 para outros Estados poderá ser utilizada para evitar lotação de leitos de UTI em áreas mais críticas. A afirmação foi feita durante entrevista coletiva realizada na tarde desta quinta-feira, 25. Em sua fala, o ministro afirmou que o governo está trabalhando em três grandes frentes para combater a pandemia: o “atendimento na Unidade Básica de Saúde“, a “estruturação da capacidade de leitos” e a “vacinação“. Ao falar sobre os leitos, Pazuello disse que a transferência dos pacientes com a doença pode evitar a falta de leitos de UTI. “Uma das estratégias com relação a leitos é a utilização de leitos de forma remota. São remoções”, afirmou o ministro, que não deu detalhes de como seria feita a transferência ou quais estados seriam priorizados nas remoções. O presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) também participou da coletiva e não detalhou o processo, mas afirmou que nove estados estão com situação crítica em relação a leitos de UTI, sendo eles: Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Rio Grande do Sul, Rondônia,  Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.

Além disso, Pazuello pediu alerta para as mutações do coronavírus que foram encontradas no Brasil, dizendo que elas aumentam a velocidade do avanço da doença e que isso pode causar problemas estruturais para locais que não se prepararem. “É uma nova etapa da pandemia. O vírus mutado nos dá 3 vezes mais contaminação e a velocidade com que isso acontece em pontos focais pode surpreender o gestor em termos de estrutura de apoio”, disse o ministro durante coletiva realizada nesta quinta-feira, 25. O chefe da pasta também disse que locais que não tinham sido atingidos sofrendo com problemas de falta de leitos. “Não está centrado apenas no Norte e no Nordeste. Hoje você vê outros locais que não estavam impactados sendo impactados agora. Precisamos estar alertas e preparados para isso”, afirmou o chefe da pasta.

Por fim, o ministro também falou sobre a vacinação do país, exaltando que, até o momento, uma quantia de cerca de 14 milhões de doses de vacina já foram distribuídas, elogiando a logística por trás disso e dizendo que o feito só foi possível graças a um “esforço fantástico” das partes envolvidas. “Esforço fantástico que nos coloca em números totais como um dos primeiros colocados no mundo. O esforço para colocar 13, 14 milhões de doses é realmente uma vitória do nosso país. Com produção própria em alguns casos, com importação em outros e com a capacidade logística de distribuir isso para os estados e para 5.570 municípios” disse Pazuello. A aquisição de vacinas também foi abordada, com o ministro dizendo que a decisão sobre a compra de imunizantes da Pfizer e da Janssen “ultrapassou o Ministério”. “Pfizer e Janssen, estão o Congresso e o governo federal debruçados sobre a autorização para cumprir as cláusulas que eles estão exigindo, uma discussão do mais alto nível. O Senado está fazendo uma proposta, já votou, vai para a Câmara, vai para o presidente assinar. Isso está sendo discutido nesse nível”, afirmou o minsitro que disse esperar que metade do Brasil esteja vacinada até a metade do ano. “Acredito que nós teremos capacidade de vacinar a metade da população vacinável do país até a metade do ano, e a outra metade até o final do ano”, concluiu.