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PF investiga adulteração de bebidas com metanol após mortes em São Paulo

Ministro Ricardo Lewandowski afirma que a investigação busca apurar a origem da substância; Alexandre Padilha destaca que o número de intoxicações por metanol no Estado é 'elevado e inusitado'

Nicolas Robert

Movimentação no prédio sede da Polícia Federal
Brasília (DF), 31/08/2023 - Movimentação no prédio sede da Polícia Federal, que ouve Bolsonaro e mais sete envolvidos no caso da venda de joias. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para investigar a origem do metanol usado para adulterar bebidas alcoólicas, como gin e vodka, no estado de São Paulo. A substância, que é altamente tóxica, já causou seis casos de intoxicação confirmados, incluindo três mortes, e dez estão em apuração.

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, informou que a investigação busca apurar a origem da substância e a rede de distribuição, que, segundo ele, pode se estender a outros estados. A suspeita é de que o crime organizado, possivelmente o PCC, esteja envolvido no esquema. A Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) levanta a hipótese de que o metanol usado nas bebidas seja o mesmo que o grupo criminoso utiliza para adulterar combustíveis.

Aumento atípico de casos chama a atenção

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que o número de intoxicações por metanol em São Paulo é “elevado e inusitado”, fugindo do padrão comum. O país costuma registrar cerca de 20 casos por ano, e a concentração de ocorrências em um único estado chamou a atenção das autoridades.

Diante do cenário, o governo federal agiu rapidamente. O Sistema de Alerta Rápido (SAR) do governo, que monitora intoxicações por causas desconhecidas, emitiu um alerta. Em seguida, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) divulgou uma nota técnica para estabelecimentos que vendem bebidas alcoólicas, alertando sobre a possibilidade de contaminação.

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O governo realizou uma reunião com diversos órgãos para definir ações. Ficou estabelecido que:

  • A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) emitirá um alerta aos Procons de todo o país, com orientações a fornecedores e consumidores.
  • O Ministério da Saúde será o responsável por coordenar o atendimento, reforçando a necessidade de notificação de casos suspeitos. Uma nota técnica será publicada para orientar profissionais de saúde sobre os sintomas e a identificação da intoxicação.
  • O Ministério da Agricultura e Pecuária avaliará ações de fiscalização.

O Ministério da Saúde reforça que, em caso de suspeita, a notificação deve ser feita imediatamente, sem necessidade de diagnóstico final. O Sistema Único de Saúde (SUS) conta com 32 centros de informação e assistência toxicológica em todo o país, onde a população pode buscar ajuda.

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