Polícia Civil investiga fraudes em merenda e videoaulas no Distrito Federal

Operação Self-Service investiga o favorecimento de empresas em contratos com a Secretaria da Educação

  • Por Jovem Pan
  • 09/09/2020 14h36
Polícia investiga desvio de verbas na merenda e em videoaulas no Distrito Federal

Um esquema criminoso que favorecia empresas em contratos para merenda escolar e a produção de videoaulas, realizados pela Secretaria de Educação do Distrito Federal, foi alvo de duas operações da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) nesta quarta-feira (9). A operação cumpre 26 mandados de busca e apreensão. As investigações do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e da Polícia Civil apontam para diversas práticas delituosas como um possível conluio de grandes empresários do ramo alimentício para fraudar licitações referentes à alimentação escolar.

Também está sob investigação o direcionamento do edital de licitação referente a denominada terceirização da merenda para empresas pré-determinadas, irregularidades na contratação de produção de videoaulas e ainda a alteração de parâmetros nutricionais de proteína, sem nenhuma justificativa, beneficiando diretamente os fornecedores. Além de Brasília, a operação emitiu mandados para endereços nos estados de São Paulo e Piauí. A investigação faz parte da operação Self-Service, deflagrada hoje (9) e da operação Fames, que já está na segunda fase. Ambas são coordenadas pela Divisão Especial de Repressão à Corrupção da (Cecor), em parceria com o Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) e com a Controladoria-Geral da União (CGU).

Os nomes dos envolvidos não foram divulgados. Os mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em órgãos públicos, em residências de servidores e ex-servidores, além de empresas envolvidas nas licitações. Segundo a Polícia Civil do DF, o termo Fames é uma referência à deusa da fome, da mitologia romana, por causa das irregularidades nos contratos do ramo alimentício. Já o termo Self Service, que em tradução livre significa autosserviço, foi escolhido pelo fato dos suspeitos atenderem interesses privados. A Secretaria de Educação do DF ainda não se manifestou sobre o caso.

*Com Agência Brasil