Como presidente em exercício, Alcolumbre anuncia ida ao Nordeste

A agenda de Alcolumbre pelo Nordeste tem início na praia da Barra de São Miguel, em Alagoas. Ele viaja acompanhado do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e de parlamentares

  • Por Jovem Pan
  • 23/10/2019 20h10
Geraldo Magela/Agência Senado O presidente em exercício, Davi Alcolumbre

O presidente em exercício, Davi Alcolumbre, anunciou na noite desta quarta-feira (23) que deve embarcar nesta quinta (24) à região Nordeste para acompanhar a situação do litoral, que segue sendo atingido pelo vazamento de óleo de origem desconhecida.

No Twitter, Alcolumbre que preside o Senado e conduziu a sessão de votação da reforma da Previdência nesta terça (22) destacou que as manchas de óleo já atingiram “mais de 200 localidades”.

“Como presidente da República em exercício, embarcarei, na quinta-feira (24), à região Nordeste para acompanhara a situação das praias atingidas pelo vazamento de petróleo, que já atingiu mais de 200 localidades. É considerado um dos maiores desastres ambientais da história do país”, tuitou.

A agenda de Alcolumbre pelo Nordeste tem início na praia da Barra de São Miguel, em Alagoas. E, durante a tarde da quinta, ele também deve passar pela praia de Aruana, em Aracaju, acompanhado pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e de parlamentares. Segundo Alcolumbre, haverá coletiva de imprensa após as visitas.

Alcolumbre assume a presidência devido a viagem do vice-presidente, Hamilton Mourão, ao Chile para venda de submarinos brasileiros. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, também está em viagem internacional e, com isso, o posto fica para o presidente do Senado até o retorno de Mourão nesta sexta (25), que volta a assumir a presidência interinamente até o retorno de Jair Bolsonaro da Ásia no dia 31.

A origem do óleo que atinge as principais praias do Nordeste ainda é desconhecida. A Marinha, em coletiva de imprensa no último domingo, afirmou que o óleo se concentra na região de Pernambuco e que foram retiradas mais de 500 toneladas do resíduo das praias de todo litoral nordestino.

O trabalho de limpeza vem sendo feito por voluntários, moradores da região, funcionários de governos estaduais e municipais, além da Marinha, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e militares do Exército. Nesta terça, a Marinha informou que investiga 30 navios de dez países diferentes que podem ter causado o vazamento na região.