Rastreadores de satélites detectam Amazônia-1 fora de controle; governo nega

Duas contas observaram que os sinais emitidos pela espaçonave estavam irregulares; o Inpe afirmou que a informação não passa de um ‘boato’

  • Por Jovem Pan
  • 03/03/2021 12h25
Organização Indiana de Pesquisa Espacial / Agência BrasilRastreadores mostraram que o satélite 100% projetado no Brasil, o Amazonia-1, estava fora de controle

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) negou, nesta quarta-feira, 3, que o satélite Amazônia-1 esteja fora de controle. A informação surgiu após duas contas amadoras que rastreiam satélites, uma dos Estados Unidos e outra da Itália, observarem que os sinais emitidos pela espaçonave estavam irregulares. O perfil do grupo “USA Satcom” foi o primeiro a registrar que o Amazônia-1 estava girando fora de controle. Em seguida, o perfil “Supertrack” publicou um rastreamento, que coincide com o observado pelo “USA Satcom”. “Nenhum sinal na banda X e sinal de queda na banda S. Interferência muito forte na banda S quando a antena está apontando para norte, devido a muitos repetidores nas montanhas”, diz a postagem. Em resposta à Jovem Pan, o Inpe afirmou que as informações não passam de boatos. “O satélite Amazônia-1 está operando em modo normal”, assegurou o instituto.

O Amazônia-1, um satélite totalmente projetado, integrado, testado e operado pelo Brasil, foi lançado ao espaço no último domingo, 28, no Satish Dhawan Space Centre, em Sriharikota, na Índia. O lançamento correu sem imprevisto, sendo considerado “um sucesso”. Situado em uma altitude média de 752 km acima da superfície, o satélite 100% brasileiro vai fornecer imagens para monitoramento da Terra, além de transmitir informações sobre região costeira, reservatórios de água, desastres ambientais, entre outros. Segundo o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, que acompanhou o lançamento diretamente da Índia, o equipamento será de extrema importância para o Brasil. “O satélite será fundamental para o monitoramento da Amazônia e outros biomas no Brasil, além de inaugurar uma nova era para a indústria brasileira de satélites”, disse.