Região Sul deve ser atingida por mais um ciclone nesta semana

Alerta vale principalmente para Santa Catarina e Rio Grande do Sul

  • Por Jovem Pan
  • 06/07/2020 14h27
Corpo de Bombeiros / Santa Catarina Ciclone da semana passada deixou dez pessoas mortas

A região Sul do país, que ainda se recupera dos transtornos causados pela passagem de um forte ciclone extratropical (ou ciclone-bomba) na última semana, deve ser atingida por novos temporais com rajadas de vento entre segunda (6) e quarta-feira (8).

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de perigo devido ao risco de tempestades ao longo do dia de hoje. Segundo os meteorologistas, ventos intensos podem atingir algumas regiões de Santa Catarina, variando entre 60 e 100 quilômetros por hora, aumentando a chance de queda de árvores, novos cortes no fornecimento de energia elétrica, estragos em plantações e alagamentos.

O alerta vale principalmente para o oeste catarinense, Vale Do Itajaí e grande Florianópolis. No entanto, segundo os meteorologistas do Inmet, a população do Rio Grande do Sul também deve estar atenta, pois o estado deverá ser atingido por forte chuva e ventos.

De acordo com explicação do Climatempo, um ciclone menos intenso que o da semana passada deve voltar a se formar entre hoje e quarta, quando avançará em direção ao mar – não sem antes provocar chuva volumosa sobre o noroeste e o litoral norte gaúcho, a grande Porto Alegre, e sobre as regiões oeste, planalto sul, serra e litoral sul de Santa Catarina, principalmente entre a tarde de terça e a madrugada de quarta.

Ciclone-bomba

Na sexta-feira (4), o chefe da Defesa Civil de Santa Catarina, João Batista Cordeiro Júnior, informou que os danos materiais causados pelo ciclone extratropical da semana passada começariam a ser calculados esta semana, pois, até então, a prioridade dos governos estadual e federal era prestar ajudar assistencial à população diretamente afetada, distribuindo lonas, telhas, roupas e alimentos às pessoas atingidas. Foram registrados estragos em pelo menos 185 cidades catarinenses, o que levou o governo estadual a decretar estado de calamidade pública e pedir ajuda ao governo federal.

O ciclone deixou dez pessoas mortas e causou danos em residências, estabelecimentos comerciais e infraestrutura.

*Com Agência Brasil