Feder recusa convite de Bolsonaro para assumir o Ministério da Educação

Em declaração feita nas redes sociais, Feder agradeceu o presidente, por quem disse ter “grande apreço”

  • Por Jovem Pan
  • 05/07/2020 15h02 - Atualizado em 06/07/2020 08h34
DivulgaçãoRenato Feder segue como secretário no Paraná

Cotado para assumir o comando do Ministério da Educação após a saída do ex-ministro Abraham Weintraub do cargo e a desistência por Carlos Alberto Decotelli, Renato Feder anunciou neste domingo (5), nas redes sociais, que recusou o convite feito pelo presidente Jair Bolsonaro para chefiar a pasta.

“Recebi na noite da última quinta-feira uma ligação do presidente Jair Bolsonaro me convidando para ser ministro da Educação. Fiquei muito honrado com o convite, que coroa o bom trabalho feito por 90 mil profissionais da Educação do Paraná. Agradeço ao presidente Jair Bolsonaro, por quem tenho grande apreço, mas declino do convite recebido. Sigo com o projeto no Paraná, desejo sorte ao presidente e uma boa gestão no Ministério da Educação”, escreveu em publicação no Facebook.

Recebi na noite da última quinta-feira uma ligação do presidente Jair Bolsonaro me convidando para ser ministro da…

Posted by Professor Renato Feder on Sunday, July 5, 2020

Polêmicas no MEC

No dia 18 de junho, o ex-ministro Abraham Weintraub – que havia substituído Ricardo Vélez Rodríguez – anunciou que estava de saída do MEC. Na ocasião, afirmou que seria indicado para o cargo de diretor-executivo de um grupo do Banco Mundial. Ele é alvo do Supremo Tribunal Federal (STF) no inquérito das fake news e também investigado por suposta prática de racismo ao ironizar a China pelo Twitter. Dois dias depois, o assessor especial do presidente Arthur Weintraub afirmou em sua conta oficial no Twitter que Abraham havia chegado aos Estados Unidos. Só depois ele foi exonerado da pasta.

Poucos dias depois, em 25 de junho, Carlos Alberto Decotelli foi o indicado para assumir o posto. Porém, após inconsistências no currículo, ele pediu demissão antes mesmo da posse. Decotelli afirmava em seu lattes que tinha doutorado pela Universidade Nacional de Rosário, na Argentina, e pós-doutorado por uma instituição alemã — que não confirmou a informação. Também surgiram rumores de que ele teria plagiado trechos da sua dissertação de mestrado em 2008 e que não teria sido pesquisador ou professor titular da FGV.