RJ: morre 4º bombeiro que combateu incêndio na Quatro por Quatro

  • Por Jovem Pan
  • 20/10/2019 10h20
Reprodução/FacebookO 1º sargento Rafael Magalhães Frauches Alves estava internado no Hospital Central Aristarcho Pessoa

O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro confirmou a morte do quarto militar que trabalhou no combate ao incêndio da Whiskeria Quatro por Quatro, na última sexta-feira (18), no Centro da cidade. O 1º sargento Rafael Magalhães Frauches Alves estava internado no Hospital Central Aristarcho Pessoa, em estado grave, e morreu na madrugada deste domingo (20).

Antes do sargento Rafael, outros três bombeiros já haviam falecido: os cabos Klerton Gonçalves de Araújo e José Pereira de Sá Neto e o 2º sargento Geraldo Alves Ribeiro. Os três que foram sepultados neste sábado (19), com honras militares.

Apenas um dos feridos na operação segue internado: o capitão David Mont’serrat Vieira da Cunha. Segundo informou a corporação, David segue recebendo cuidados na unidade hospitalar da corporação e o estado de saúde dele é estável. Já o capitão Thiago Agostinho Dias, que também ficou ferido, recebeu alta hospitalar.

Por meio de uma nota de pesar, o Corpo de Bombeiros se solidarizou com familiares, amigos e colegas de farda das vítimas e declarou que vai abrir uma sindicância para apurar as causas da fatalidade.

“Nosso pesar e nossa continência a estes militares que morreram cumprindo a valorosa missão que escolheram. Serão lembrados como verdadeiros heróis”, declarou na nota o comandante-geral da corporação, o coronel Roberto Robadey Jr.

O incêndio

O fogo começou por volta das 11h30 de sexta (18). O antigo casarão onde funcionava a Quatro por Quatro – que se apresentava como “spa para homens” e tinha muitas funcionárias mulheres -, estava vazio, e o fogo foi rapidamente controlado num primeiro momento.

A Rua Buenos Aires, no trecho entre a Avenida Rio Branco e a Rua da Quitanda, foi interditada pelos bombeiros, e os prédios ao lado, evacuados. A fumaça tomou a Avenida Rio Branco, e ruas próximas.

Na manhã de sábado, a área continuava interditada pela Defesa Civil. Dois carros do Corpo de Bombeiros e uma ambulância permaneciam posicionados no local.

O Corpo de Bombeiros abriu uma sindicância em paralelo à investigação da Polícia Civil para tentar esclarecer o caso. Mais de 70 militares de 14 unidades participaram do combate às chamas e evacuação das vítimas, com apoio de 30 viaturas.

*Com Estadão Conteúdo