Rodrigo Pacheco afirma que Senado está disposto a votar reforma do Imposto de Renda ainda em 2021

Presidente do Senado garante que prioridade é tirar do papel um programa social robusto, que seria financiado com os recursos da reforma

  • Por Jovem Pan
  • 28/09/2021 23h07 - Atualizado em 28/09/2021 23h08
MATEUS BONOMI/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDORodrigo Pacheco se reuniu com relator e outros senadores que trabalham na reforma

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) afirmou nesta terça, 28, que a reforma do Imposto de Renda pode ser votada ainda em 2021. O governo federal conta com a reforma para gerar recursos suficientes para um novo programa social, o Auxílio Brasil, que substituiria o Bolsa-Família e pagaria um valor maior aos beneficiários (R$ 300). “Não há informação confirmada de que somente no ano que vem será apreciado [o projeto de reforma do IR]. Muito pelo contrário, há disposição da apreciação dos projetos de matéria tributária o mais rapidamente possível. Obviamente, respeitando as audiências públicas que acontecerão na Comissão de Assuntos Econômicos, necessárias para a reflexão e amadurecimento do projeto”, disse Pacheco.

Nesta segunda, 27, o relator do projeto, Angelo Coronel (PSD-BA), disse que ainda iria avaliar os números a serem entregues pelo Ministério da Economia e conversaria com representantes de entidades empresariais e de Estados e municípios e previu que entregaria o texto para ser apreciado pelo Senado dentro de “dez ou quinze dias”. De acordo com Pacheco, ele participou de uma reunião nesta terça com Coronel, com o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), Otto Alencar (PSD-BA), e com o líder do Governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), para debater o tema.

“[Se] botar na gaveta, na verdade ele está dizendo ao povo brasileiro que não está preocupado com o Bolsa Família. Havendo essa necessidade de apreciação do projeto como fonte de custeio para o programa social, obviamente nós levaremos isso em consideração e faremos todas as reflexões possíveis, porque há uma premissa que nos norteia no Senado Federal: a de que nós precisamos tirar do papel um programa social robusto, que tenha atualização de valores, que atinja um número mais acentuado possível de pessoas no Brasil”, comentou Pacheco. Também na segunda, o Congresso aprovou projeto que permite ao governo utilizar os recursos para aumentar o valor pago no Auxílio Brasil, no que é uma das maiores apostas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para disputar a reeleição.