São Paulo adia retomada das aulas para 7 de outubro

A data apresentada pelo Plano era 8 de setembro, mas as condições impostas não foram cumpridas

  • Por Jovem Pan
  • 07/08/2020 11h45 - Atualizado em 07/08/2020 13h48
DIRCEU PORTUGAL/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDONo dia 8 de setembro, porém, as unidades serão liberadas para reabrir e promover atividades de recuperação e acolhimento de forma opcional

O retorno das aulas presenciais foi adiado para outubro. A informação foi confirmada por fonte ligada ao Governo do Estado de São Paulo à Jovem Pan e, posteriormente, em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes. De acordo com a apuração, a nova data para retomada é 7 de outubro. A data inicialmente apresentada pelo Plano São Paulo era 8 de setembro, mas as condições impostas para que isso acontecesse não foram cumpridas. Para que a retomada ocorresse em setembro o Estado deveria ter pelo menos 80% da população na Fase 3 – Amarela por pelo menos quatro semanas e os outros 20% há pelo menos 14 dias.

Os dias 5 e 6 de outubro serão usados para planejamento e treinamento dos protocolos. As escolas serão equipadas com 12 milhões de máscaras de tecido, 300 mil face shields, 10.168 unidades de termômetros a laser, mais de 10 mil de totens de álcool em gel, mais de 220 litros de sabonete líquido, 78 milhões de copos descartáveis, 112 mil litros de álcool em gel e 100 milhões de unidades papel toalha. Na cidade de São Paulo, os alunos também vão receber kits individuais.

No dia 8 de setembro, porém, as unidades que ficam em regiões que estão há 28 dias na Fase Amarela serão liberadas para reabrir e promover atividades de recuperação e acolhimento de forma opcional. As escolas de Ensino Infantil e Fundamental, dos anos iniciais, poderão atuar com 35% da capacidade. Escolas dos anos finais do Ensino Fundamental e Médio poderão usar 20% da capacidade. A intenção é mitigar a situação dos pais e responsáveis que voltaram ao trabalho e não tem com quem deixar os filhos. As escolas públicas e particulares estão fechadas desde meados de março e, desde então, as aulas seguem à distância. O governador João Doria destacou que o retorno é importante também no aspecto social e de segurança alimentar.