São Paulo amanhece com greve na CPTM e prefeitura suspende rodízio; confira linhas afetadas

Sistema Paese está funcionando como alternativa para quem quer sair da zona leste; pelo menos 600 mil passageiros foram afetados

  • Por Jovem Pan
  • 24/08/2021 06h25 - Atualizado em 24/08/2021 11h46
Foto: SAULO DIAS/PHOTOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO - 24/08/2021Paralisação foi decisão do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (Sindcentral)

A região metropolitana de São Paulo amanheceu nesta terça-feira, 24, com uma greve na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). As linhas 12 – Safira e 13 – Jade estão totalmente paralisadas. Já a Linha 11 – Coral funciona parcialmente. Na tentativa de minimizar os impactos na rotina dos passageiros, o sistema Paese está funcionando como uma alternativa para quem quer sair da zona leste. No horário de pico, entre 5h e 9h, 70% dos trens da CPTM estão funcionando. Ao longo do dia, número deve ser reduzido para 50%. Caso as determinações não sejam cumpridas, a classe terá de pagar uma multa de R$ 100 mil ao dia. Cerca de 600 mil pessoas foram afetadas até agora. Por isso, a Prefeitura de São Paulo decidiu suspender o rodízio dos carros nesta terça.

O Metrô reforçou operação da Linha 3 – Vermelha com a injeção de mais trens e liberou a integração gratuita entre das estações Itaquera e Tatuapé. Do lado de fora das estações, que faz conexão com duas das três linhas afetadas, passageiros recorrem aos carros de aplicativo para ir ao trabalho ou voltar para casa. A paralisação foi uma decisão do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (Sindcentral), um dos três sindicatos que representam ferroviários na cidade de São Paulo. Segundo comunicado da categoria, não houve entendimento com a CPTM sobre o Acordo Coletivo de Trabalho 2020/21 e 2021/22 pelo segundo ano consecutivo. Os trabalhadores também dizem que a empresa se negou a repor as perdas salariais da inflação. O presidente da CPTM, Pedro Moro, afirmou que, como a discussão é apenas com o Sindicentral, a previsão é de que outras linhas não sejam diretamente afetadas pela paralisação.

De acordo com ele, a CPTM está passando por um redução significativa da demanda por causa da pandemia. Em consequência, essa queda também afeta a receita. “Nós conseguimos oferecer uma proposta de reajuste econômico do acordo coletivo ao sindicato com índice acima, superior ao IPC-FIPE para o mesmo período. E o Sindicato não aceitou a proposta. Causa indignação”, disse. Segundo ele, conforme determinação da Justiça, 70% dos trabalhadores deveriam estar trabalhando durante o horário de pico. Mas nenhum dos 120 maquinistas entrou na escala de trabalho de hoje. A Linha 11 está operando parcialmente com a ajuda dos supervisores, que estão fazendo o trajeto entre as estações Luz e Guaianases. As expectativas, de acordo com Moro, são de que o Sindicato aceite a proposta. Pedro Moro afirmou que ela é bastante vantajosa para a categoria, que tem salários e benefícios acima da média dos trabalhadores.