Sergipe decreta situação de emergência por vazamento de óleo no litoral

  • Por Jovem Pan
  • 15/10/2019 19h48
Governo do Estado do Sergipe Substância oleosa nas praias do Nordeste A Shell informou que, embora tenham sido encontrados tambores da marca em Sergipe, o conteúdo original dessas embalagens não tem relação com o óleo

O estado do Sergipe decretou, nesta terça-feira (15), situação de emergência para conter as manchas de óleo que se alastram pelo litoral nordestino. O Ministério do Desenvolvimento Regional reconheceu a situação crítica e liberou o acesso a recursos da União através da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec).

Com a ajuda, os municípios afetados pelo derramamento de óleo podem remover famílias de áreas de risco, financiar o recolhimento de material contaminado, solicitar kits de assistência humanitária (cestas básicas, água potável, kits dormitório e outros) e recuperar áreas de infraestrutura afetadas pelo vazamento.

A verba emergencial disponibilizada pela Sedec é complementar à atuação dos governos estaduais e municipais. O auxílio pode ser solicitado sempre que necessário, inclusive em situações recorrentes.

Outros órgãos de âmbito federal também atuam na contenção da mancha e na análise do acidente. A Agência Nacional de Águas (ANA), o ministério do Meio Ambiente, o ministério de Minas e Energia, o ministério da Defesa e os três comandos militares (Marinha, Comando da Aeronáutica e Exército) monitoram a amplitude do vazamento.

Nesta segunda (14), a Bahia foi o primeiro estado a decretar situação de emergência. O governador em exercício, João Leão, assinou três documentos para ajudar a conter os vazamentos.

Entre eles está a declaração de emergência nos municípios afetados pelo desastre ambiental. João Leão assinou também um termo de recebimento de ajuda da sociedade civil e uma carta pedindo apoio ao governo federal.

Manchas de óleo

Desde o dia 2 de setembro, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) monitora a situação.

A Polícia Federal (PF), a Marinha e os órgãos ambientais do Brasil tentam  esclarecer como o material chegou às águas territoriais brasileiras e poluiu trechos do litoral nordestino.

De acordo com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, entre as hipóteses estão um possível vazamento acidental em alguma embarcação ainda não identificada; um derramamento criminoso do material por motivos desconhecidos ou a eventual limpeza do porão de um navio.

Ontem, a empresa Shell informou que, embora tenham sido encontrados tambores da marca na Praia da Formosa, em Sergipe, o conteúdo original dessas embalagens não tem relação com o óleo cru que manchou o litoral nordestino brasileiro nos últimos dias. A empresa avalia que os barris foram reutilizados por terceiros.

* Com informações da Agência Brasil