Tenente-coronel da PM é vítima de racismo ao falar em palestra virtual da USP
Um tenente-coronel da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP) foi vítima de racismo durante uma palestra organizada pelo Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (USP) nesta terça-feira, 9. Evanilson de Souza foi convidado para falar no evento, realizado de forma online, sobre o programa de combate ao racismo desenvolvido por ele dentro da PM. Durante a fala dele, um dos participantes da palestra usou uma tela compartilhada para escrever ofensas de cunho racial contra ele. Em nota, a PMESP repudiou os ataques e afirmou que tem como missão perene defender os direitos humanos no Estado. “Como membro do grupo revisor do Manual de Direitos Humanos da Polícia Militar do Estado de São Paulo e profundo conhecedor da matéria, o Tenente Coronel Souza foi convidado pela organização do curso para, justamente, expor o programa da PMESP de combate ao racismo quando, logo no início da exposição, sofreu ataque cibernético que comprometeu desenvolvimento do trabalho”, pontuou trecho do documento.
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Por meio das redes sociais, o ouvidor da Polícia Militar de São Paulo, Elizeu Soares Lopes, também prestou solidariedade ao tenente-coronel. “Não tenho palavras para qualificar uma covardia dessas com um oficial tão capacitado da PM”, afirmou. Ele reforçou o pedido para que os responsáveis pelo crime sejam identificados e punidos rapidamente e lembrou que o coronel faz parte de um programa de combate ao racismo desenvolvido por ele mesmo na PM. “Racistas não passarão”, pontuou. Em nota, a USP afirmou que o curso é realizado em parceria com a Universidade Presbiteriana Mackenzie e com o Ministério da Justiça e Segurança Pública para mais de 2 mil pessoas da área da Segurança Pública de todos os estados brasileiros e países vizinhos da América do Sul. A instituição confirmou que um usuário começou a hostilizar o PM por volta das 17h26, tomou controle da apresentação às 17h30 e foi retirado da sala virtual pela equipe da universidade em seguida. “Manifestamos nosso repúdio à prática deste crime inaceitável, que fere os princípios constitucionais da honra e dignidade da pessoa humana, sob os quais a REDPPOL, nossos instrutores e instituições parceiras conduzem as atividades deste curso e demais iniciativas. Os coordenadores do curso enviaram denúncia ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa e o registro de ocorrência está sendo feito na delegacia da área”, pontua o documento.
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