Três suspeitos dos 26 mortos em ação da Polícia Civil de Minas Gerais são identificados

Ação em Varginha foi para reprimir um grupo do ‘novo cangaço’, que assalta bancos em cidades de médio e pequeno porte

  • Por Jovem Pan
  • 01/11/2021 22h59
Divulgação/Polícia Militar Fuzis, munições e coletes à prova de balas são expostos no chão, com a bandeira do Bope ao lado Polícia apreendeu armamento pesado, explosivos e coletes à prova de bala durante operação em Varginha

A Polícia Civil de Minas Gerais (PC-MG) divulgou nesta segunda, 1º, o nome de três dos 26 homens que morreram numa operação em Varginha, no sul do Estado, no fim de semana. A ação visava reprimir um grupo do ‘Novo Cangaço‘, como são chamadas as quadrilhas que assaltam bancos de cidades pequenas e médias do interior. Os três são: Jerônimo da Silva Souza Filho, natural de Porto Velho (RO); Nunes Azevedo Nascimento, do Amazonas, e Gleison Fernando da Silva , de Uberaba (MG). Outros nomes devem ser divulgados conforme os mortos sejam identificados pelo Instituto Médico Legal (IML). A médica legista Tatiana Telles, secretária-executiva da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), informou que os DNAs serão inseridos num banco de dados genéticos para conferir se há correspondência com os DNAs coletados em cenas de crimes.

Segundo informações policiais, os suspeitos se preparavam para atacar um centro de distribuição de valores do Banco do Brasil em Varginha. As mortes ocorreram em dois momentos distintos: na primeira, os suspeitos atacaram equipes da Polícia Militar (PM) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e 18 deles morreram em um sítio alugado por causa da proximidade com o batalhão da corporação; posteriormente, em outra chácara, a PRF teria encontrado os demais suspeitos, que foram mortos. Nenhum policial se feriu nas ações. As forças de segurança divulgaram imagens do que seria o arsenal apreendido, com armamentos de todos os calibres, como fuzis, escopetas e também “miguelitos”, usados para furar pneus de viaturas, além de uniformes, coletes balísticos, coturnos, roupas camufladas e carregadores já municiados. Também seriam usados materiais explosivos, galões de combustível e uma carreta com fundo falso para a fuga. A polícia mineira acredita que os suspeitos tenham relação com assaltos ocorridos em Uberaba (MG), Araçatuba (SP) e Criciúma (SC).