Último ex-deputado a ser ouvido pela CPI, Pedro Corrêa também opta pelo silêncio

  • Por Agência Câmara Notícias
  • 12/05/2015 17h11
CURITIBA, PR, 12.05.2015: CPI-PETROBRAS - CPI da Petrobras ouve o ex-deputado Pedro Corrêa (PP-PE), na sede da Justiça Federal em Curitiba (PR), nesta terça-feira (12). (Foto: Geraldo Bubniak/AGB/Folhapress)Ex-deputado Pedro Corrêa depõe na CPI da Petrobras

O ex-deputado Pedro Corrêa, como os demais ex-parlamentares ouvidos hoje pela CPI da Petrobras em Curitiba (PR), disse que vai usar seu direito constitucional de se manter calado. Mesmo assim respondeu algumas perguntas sobre sua ligação com o doleiro Alberto Youssef e as acusações feitas a ele pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

“Eu vou fazer isso [ficar calado] porque já estou bi-preso e não quero ficar tri-preso”, explicou.

Pedro Corrêa cumpria pena de 7 anos de prisão, em decorrência do processo do Mensalão, em Pernambuco, e foi transferido para Curitiba (PR) há um mês, junto com os também ex-deputados Luiz Argolo e André Vargs – também ouvidos hoje pela CPI.

Nas investigações sobre o esquema de corrupção na Petrobras, ele teve o nome citado pelo ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, como recebedor de propina de R$ 5,3 milhões.

“Como é que eu podia ter recebido esse dinheiro se eu não era deputado na época e não tinha nenhuma influência no governo?”, disse, ao responder pergunta do deputado Celso Pansera (PMDB-RJ). “Então Paulo Roberto Costa mentiu? O senhor tem elementos para derrubar a delação premiada dele?”, perguntou o deputado. “Sim”, respondeu Corrêa.

Corrêa disse que foi apresentado a Alberto Youssef pelo ex-deputado José Janene. “Mas o senhor recebeu recursos dele?”, perguntou o relator da CPI, deputado Luiz Sérgio. “Prefiro ficar calado”, disse o ex-deputado.

Até agora, a CPI já ouviu a doleira Nelma Kodama e René Pereira (condenado por tráfico de drogas e ligado ao doleiro Alberto Youssef). Os ex-deputados André Vargas e Luiz Argôlo preferiram ficar calados. Ainda devem ser ouvidos hoje o doleiro Carlos Habib Chater e o publicitário Ricardo Hoffmann (acusado de pagar propina para André Vargas).