Variante do coronavírus de Manaus pode reduzir desenvolvimento de anticorpos, diz OMS

Organização também mostrou que número de diagnósticos positivos da doença cresceu de 52% para 85% entre dezembro e janeiro

  • Por Jovem Pan
  • 10/02/2021 15h49 - Atualizado em 10/02/2021 16h28
EDMAR BARROS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO - 14/01/2021OMS diz que segunda onda da pandemia de Covid-19 começa a mostrar sinais de declínio no Brasil

A variante do novo coronavírus encontrada em Manaus, no Amazonas, que foi apelidada de “P.1“, pode reduzir a capacidade do corpo desenvolver anticorpos. A informação foi dada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) através de um boletim semanal publicado na terça-feira, 9. Segundo a organização, “as mutações detectadas na variante P1 podem potencialmente reduzir a neutralização de anticorpos”. Entretanto, a OMS afirma que, para confirmar o fato, serão necessários mais testes envolvendo a cepa do coronavírus. Com eles, a organização deseja confirmar se existem mudanças na “transmissibilidade, gravidade ou atividade de neutralização de anticorpos” em pacientes que forem infectados com a variante.

No mesmo boletim, a OMS alerta para o avanço da variante em Manaus, mostrando que o número de diagnósticos positivos da nova cepa saltou de 52% em dezembro para 85% em janeiro. Apesar do salto, a organização vê que a segunda onda da pandemia no Brasil começa a apresentar sinais de declínio. Segundo a Prefeitura de Manaus, a cidade registrou 129.721 casos e 6.484 mortes causadas pela Covid-19. O Brasil, por sua vez, tem 9.599.565 casos e 233.520 vítimas fatais da doença. Até o momento, a capital amazonense vacinou 3,65% da população.