‘Chance zero de votar antes do dia 22’, diz vice-líder do governo no Senado sobre Previdência

  • Por Jovem Pan
  • 03/10/2019 15h21 - Atualizado em 03/10/2019 15h30
Jefferson Rudy/Agência SenadoO principal obstáculo é a resistência de senadores em dar aval à chamada quebra de interstício

O senador Chico Rodrigues (DEM-RR), um dos vice-líderes do governo no Senado, afirmou nesta quinta-feira (3) que a votação da reforma da Previdência em segundo turno na Casa deve ficar para depois do dia 22 de outubro. “Chance zero de votar antes. Vai ser dia 22, 23, por aí”, declarou.

O calendário fechado por líderes partidários previa a votação para o próximo dia 10. No entanto, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), já havia admitido que poderia atrasar.

O principal obstáculo é a resistência de senadores em dar aval à quebra de interstício, que permitiria a votação já na semana que vem, antes do intervalo exigido pelo regimento.

Motivos

De acordo com Rodrigues, as próximas duas semanas serão mais esvaziadas no Senado. Ele lembra que um grupo de parlamentares viajará a Roma para a canonização de Irmã Dulce, que está marcada para o dia 13.

Além dos ruídos no calendário, a votação do segundo turno da reforma corre risco diante da preocupação de senadores com a indefinição na divisão dos recursos do megaleilão do petróleo com Estados e municípios. Também há outras demandas, como a liberação de emendas parlamentares.

Chico Rodrigues, no entanto, nega que o problema seja o impasse na negociação política. “Isso tem zero de interferência. O acordo da cessão onerosa está feito, não se pode criar barganha”, declarou.

Ele ainda afastou a possibilidade de a reforma ser ainda mais desidratada no segundo turno. Até agora, o Senado já retirou R$ 133,2 bilhões da economia da proposta em dez anos. “Não se pode desidratar mais, já chegou ao limite.”

O líder do governo na Casa, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), evitou se comprometer com uma data. Ele disse que o prazo será definido por Alcolumbre.

*Com Estadão Conteúdo