Após receber alta, Villas Bôas reaparece nas redes e cita Rui Barbosa

Ex-comandante do Exército e atual assessor especial do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o general pediu a manutenção ‘da energia que nos move em direção à paz social’

  • Por Jovem Pan
  • 16/10/2019 20h57
Agência BrasilGeneral Eduardo Villas Bôas, ex-comandante do Exército e atual assessor do GSI do Palácio do Planalto

O ex-comandante do Exército e atual assessor especial do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Eduardo Villas Bôas, ressurgiu no Twitter na noite desta quarta-feira (16), após mais de um mês ausente, com uma mensagem misteriosa.

Internado desde o último dia 6, o general recebeu alta no último sábado (12) depois de se recuperar de problemas respiratórios. Na mensagem nas redes, citou Rui Barbosa e pediu a manutenção “da energia que nos move em direção à paz social”.

A frase citada por Villas Bôas fala sobre uma sociedade desacreditada. “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.”

Na mesma mensagem, Villas Bôas, que recebeu a visita do presidente Jair Bolsonaro nesta quarta, afirmou que a frase reflete uma síndrome que “infelizmente assolou nosso país ao longo do último século” e cita que “experimentamos um novo período” com o combate à corrupção trazendo de volta “a autoestima e a confiança da gente brasileira”.

Bolsonaro costuma consultar o general para certos temas e, ao deixar a visita, afirmou que “está tudo certo com o PSL”.

A mensagem de Villas Bôas acontece às vésperas de um julgamento polêmico no Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta quinta-feira (17), a Suprema Corte começa a analisar a validade da prisão em segunda instância, que pode beneficiar cerca de 4,9 mil presos, de acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O resultado do julgamento, que só deve acontecer na próxima semana, afeta condenados no âmbito da Operação Lava Jato, entre eles o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado no processo do tríplex no Guarujá.