Witzel não teve acesso aos documentos do caso Marielle, diz Polícia Civil

Witzel foi acusado por Bolsonaro de vazar detalhes do inquérito à imprensa

  • Por Jovem Pan
  • 30/10/2019 15h49 - Atualizado em 30/10/2019 15h49
Tânia Rêgo/Agência BrasilPolícia Civil reafirmou que a investigação desse caso é conduzida "com sigilo, isenção e rigor técnico pela DHC"

A Polícia Civil informou nesta quarta-feira (30) que o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), “não interfere na apuração dos homicídios de Marielle Franco e Anderson Gomes, nem teve acesso aos documentos do procedimento investigativo, assim como em qualquer outra investigação”.

“A Polícia Civil reafirma que a investigação desse caso é conduzida com sigilo, isenção e rigor técnico pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), sempre em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro”, declarou em nota.

Segundo o comunicado, a Polícia Civil é uma instituição de estado, não de governo, com 211 anos de serviços prestados à sociedade fluminense. “Todas as investigações são conduzidas com absoluta imparcialidade, técnica e observância à legislação em vigor”.

Já o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) disse que “as investigações destinadas a apurar a participação de possíveis outros envolvidos nos homicídios da vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes continuam integralmente à cargo da Delegacia de Homicídios, que é subordinada à Secretaria de Polícia Civil do Rio”.

Bolsonaro acusou Witzel

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), negou, na madrugada desta quarta-feira (30), que tenha interferido nas investigações ou vazado detalhes do inquérito à imprensaAcusado pelo presidente Jair Bolsonaro, Witzel afirmou que nem mesmo teve acesso a documentos do caso, que corre em segredo de Justiça.

Ele lamentou que o presidente, “num momento talvez de descontrole emocional”, tenha feito acusações a ele. Disse esperar um pedido de desculpas como o que foi dirigido ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela publicação de vídeo em que é comparado a um leão atacado por hienas.

* Com informações do Estadão Conteúdo